Com atos em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, candidatos encerram campanha de rua em estados que reúnem cerca de 40% do eleitorado brasileiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) concentram os últimos atos de campanha do segundo turno em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Na véspera da votação, marcada para domingo (25), os candidatos buscam mobilizar suas bases eleitorais e conquistar votos de eleitores que ainda não decidiram em quem votar ou que escolheram outros candidatos no primeiro turno.
Os três estados somam aproximadamente 63,3 milhões de eleitores, cerca de 40% do eleitorado brasileiro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A concentração das agendas na região também reflete o peso político dos maiores colégios eleitorais do país em uma disputa presidencial acirrada.
Lula inicia o sábado (24) com uma caminhada em Copacabana, no Rio de Janeiro, a partir das 10h. À tarde, o presidente segue para São Paulo, onde encerra a campanha de rua com um ato na Avenida Paulista, previsto para as 16h. A mobilização na capital paulista busca ampliar o desempenho do petista no maior colégio eleitoral do país.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, começa o dia em Belo Horizonte, com uma mobilização do chamado “Bloco do 22”, organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), na Praça da Liberdade. O evento está previsto para as 9h. À tarde, o senador participa de outro ato na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com concentração marcada para as 14h.
A escolha dos locais tem peso estratégico para o candidato do PL. Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A agenda em Minas Gerais busca reforçar a presença no segundo maior colégio eleitoral do país, enquanto o encerramento no Rio ocorre em um estado ligado à trajetória política da família Bolsonaro.
Já Lula aposta na mobilização de apoiadores nas duas maiores cidades brasileiras para tentar reduzir a vantagem do adversário. Além de convencer eleitores que ainda estão indecisos, a campanha petista precisa transformar apoio em comparecimento às urnas, especialmente entre aqueles que não votaram no primeiro turno.
A disputa também envolve uma parcela expressiva do eleitorado que não escolheu nenhum dos dois candidatos na primeira votação, seja por abstenção, voto branco ou nulo, seja pelo apoio a candidaturas eliminadas. Em um cenário de diferença estreita nas pesquisas, a capacidade de mobilização dessas pessoas pode ser decisiva para o resultado.
Pelas regras eleitorais, caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico estão permitidas até as 22h deste sábado. No domingo (25), Lula votará em São Bernardo do Campo (SP), enquanto Flávio votará no Rio de Janeiro. Os dois acompanharão a apuração em locais distintos: o petista permanecerá em São Paulo, e o senador seguirá para Brasília.
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