Senador afirma ter MBA em “empreendedorismo” após reação negativa do mercado à sua pré-candidatura; Carlos Bolsonaro critica agentes financeiros
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que pretende dar continuidade à agenda econômica de Paulo Guedes, ministro da Economia no governo de Jair Bolsonaro. A declaração foi feita no podcast Irmãos Dias, divulgado na quinta-feira (11), e foi interpretada como um recado claro ao mercado financeiro após a reação negativa à sua pré-candidatura à Presidência.
Na terça-feira (9), o dólar comercial fechou em R$ 5,435, em alta de 0,26%, após Flávio classificar sua pré-campanha como “irreversível”. Parte dos agentes financeiros avalia que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), teria mais chances de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026, o que aumentou a pressão sobre o senador.
Durante o programa, Flávio destacou ter um “MBA em políticas públicas e governo e em empreendedorismo e novos negócios” e reforçou que pretende seguir os princípios econômicos do ex-ministro: livre mercado, desburocratização e protagonismo da iniciativa privada.
“Quem move a economia são os empreendedores, não o governo. (…) Independente do nome que vai estar com a gente, vai ser alguém nessa linha, para dar continuidade ao que ele [Guedes] fez”, afirmou.
O senador também criticou programas sociais do governo Lula, como o Bolsa Família, e defendeu um modelo de menor intervenção estatal, afirmando que o governo deve atuar apenas em casos pontuais de desequilíbrio.
Carlos Bolsonaro reage e critica mercado
A declaração de Flávio motivou uma defesa pública de seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que usou as redes sociais para atacar agentes do mercado financeiro. Segundo ele, a possível entrada do senador na disputa presidencial incomoda “o tal mercado”, que “lucra com a desigualdade”.
Carlos ironizou símbolos associados à elite financeira da Faria Lima, em São Paulo:
“Aqueles tapetes da Faria Lima com ‘trouxe vinho?’ na porta dizem muito. Por trás da pose de sofisticação, há um clube fechado que morre de medo de ver prosperidade chegando a quem realmente trabalha neste país.”

