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Criador do ET Bilu inventa cidade perdida na Amazônia

Da redação
18 de junho de 2022

MONEY REPORT escolheu como a Fake News da Semana o boato – renovado – ressurgido nos últimos dias nas redes sociais de que a floresta Amazônica esconde ruínas de uma civilização antiga e que, por isso, estrangeiros estariam de olho lá. O novo capítulo da história fantasiosa começou a ser divulgada por um certo instituto Dakila, que não possui qualquer vínculo com centro de pesquisa acadêmica, órgãos oficiais e sequer publicou artigos científicos. A existência da cidades perdidas ou templos abandonados na Amazônia brasileira, tal como os encontrados na América Central, Peru, Bolívia e Equador, foi refutada por pesquisadores e carece de evidências.

Mesmo assim, o ex-ministro da Cultura, Mário Frias, candidato a deputado, se prestou a receber Urandir Oliveira, CEO ou líder do instituto Dakila, que defende a existência de Ratanabá, erguida há 450 milhões de anos e engolida pelas selvas. Um delírio absoluto. O lugar seria mais de 200 milhões de anos anterior aos dinossauros, que por sua vez se foram há uns 66 milhões de anos. O continente americano não existia e muito menos a floresta atual. Já os ancestrais humanos mais antigos viveram há cerca de 6 milhões de anos. Alguns até dominaraam o fogo e criaram instrumentos primitivos, nada mais. Os humanos modernos surgiram há 350 mil anos, na África, aponta o registro arqueológico. Nada sugere com convicção que o homem tenha atingido as Américas antes de há 30 mil anos. O Brasil amazônico seria ocupado há 11,2 mil anos.

Urandir é um defensor serial de teorias conspiratórias e farsescas. Em 2010, difundiu a existência do ET Bilu, um extraterrestre arisco que viveria nas matas de Corguinho (MS) pedindo que os humanos adquirissem conhecimentos. Terraplanista e antivacina, lançou a ideia infundada que a “Amazônia não queima” por causa da umidade. O assunto chegou até o presidente Jair Bolsonaro, que replicou a tese barat na abertura da Assembleia Anual da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2020., criando constragimento.

Felizmente não foi essa bagagem que parece ter contentado o ex-ministro. A contribuição foi mesmo o trend topics no Twitter.

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