Comissão também convocou irmãos do ministro do STF e aprovou investigações ligadas ao Banco Master
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (25) o requerimento de quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações, empresa administrada pelos irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi aprovado de forma consensual, sem maioria do governo para barrá-lo.
A Maridt Participações é o veículo pelo qual Toffoli recebeu pagamentos de fundo ligado ao Banco Master, e seus sócios incluem José Carlos Dias Toffoli, conhecido como “Padre Carlão”, e o engenheiro José Eugênio Dias Toffoli. Na justificativa, Vieira descreve a empresa como possível “estrutura de fachada para ocultar o real beneficiário de vultosas transações financeiras”, com o objetivo de desmantelar a rede de influência e lavagem de capitais ao redor do banco.
O requerimento solicita ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) relatórios de inteligência financeira (RIFs) e informações detalhadas sobre contas de depósitos, poupança, investimentos, dossiê fiscal, impostos de renda e registros de ligações telefônicas da empresa.
Além disso, a CPI aprovou a convocação dos irmãos de Toffoli, José Carlos e José Eugênio, e do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, além de convite aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A comissão analisou cerca de 61 requerimentos, priorizando depoimentos de figuras ligadas ao caso, como sócios do Master, em meio a investigações sobre possíveis conexões com crime organizado.
