Modelo de Digital Workplace usa automação e análise de dados para reduzir interrupções e melhorar a experiência dos colaboradores
A Stefanini Technology está apostando em inteligência artificial para transformar o suporte corporativo em um modelo mais preventivo e menos reativo. A proposta da companhia é evoluir o conceito de Digital Workplace para ambientes capazes de monitorar sistemas, prever falhas e automatizar correções antes que os problemas afetem os colaboradores.
A mudança ocorre em um momento em que empresas lidam com uma rotina digital cada vez mais complexa, marcada pelo uso simultâneo de aplicações em nuvem, dispositivos conectados, plataformas colaborativas e ferramentas de IA. Nesse cenário, falhas de conectividade, lentidão em sistemas e problemas em equipamentos deixaram de ser apenas questões técnicas e passaram a impactar diretamente a produtividade.
“Estamos entrando em uma nova fase da transformação digital. Durante anos, as empresas investiram em digitalização, cloud e colaboração. Agora, o desafio é administrar a complexidade criada por essa evolução”, afirma Rodrigo Stefanini, CEO Latam e Espanha do Grupo Stefanini.
Segundo ele, o Digital Workplace deixa de ser apenas um serviço de suporte para se tornar uma solução inteligente, capaz de aprender padrões de comportamento, antecipar necessidades e proteger a experiência dos colaboradores.
A estratégia combina inteligência artificial, automação, observabilidade e análise contínua de dados. Na prática, a tecnologia monitora dispositivos, redes, aplicações e ferramentas de colaboração em tempo real para identificar comportamentos fora do padrão que possam indicar falhas futuras.
Com isso, a empresa busca reduzir chamados, prever indisponibilidades, corrigir degradações de performance e recomendar ações preventivas sem depender exclusivamente da atuação humana.
O avanço também acompanha a maior relevância da chamada Digital Employee Experience, ou DEX, métrica que avalia a qualidade da jornada digital dos funcionários e sua capacidade de trabalhar sem interrupções.
“O objetivo não é responder chamados mais rápido. É evitar que eles existam”, diz Rodrigo. “Quando utilizamos IA para analisar continuamente o comportamento do ambiente digital, conseguimos detectar anomalias, prever gargalos e corrigir situações antes que elas afetem a operação.”
Para a Stefanini, empresas que conseguirem transformar dados em capacidade de antecipação terão ganhos relevantes de produtividade e eficiência. A companhia afirma que seus serviços de Digital Workplace já integram gestão de serviços, automação de endpoints, monitoramento da experiência digital, colaboração corporativa e aplicações de IA generativa voltadas ao suporte e à geração de insights operacionais.
“Estamos entrando na era da inteligência operacional. Assim como a IA já redefine o desenvolvimento de software e o atendimento ao cliente, ela também está transformando a forma como os ambientes digitais são gerenciados”, afirma Rodrigo.
