Segundo a Reuters, varejista mira avaliação entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões em uma estreia pressionada por margens menores, custos mais altos e maior escrutínio regulatório
A Shein se prepara para lançar sua oferta pública inicial de ações em Hong Kong na quarta-feira da próxima semana, segundo informou a Reuters nesta terça-feira (11), com base em fontes a par dos planos da companhia.
De acordo com a agência, a varejista de fast-fashion sediada em Cingapura já começou a apresentar a operação a investidores. A expectativa é que o IPO atribua à empresa uma avaliação entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões.
O valor representa uma queda expressiva em relação às rodadas anteriores de captação. Em 2022, a Shein chegou a ser avaliada em US$ 98,2 bilhões. Depois, a estimativa caiu para US$ 64 bilhões em 2023 e voltou a recuar em 2024.
A estreia ocorre em um momento mais desafiador para a companhia. Segundo a Reuters, o crescimento mais lento das receitas, a pressão sobre as margens, custos comerciais mais elevados e uma fiscalização regulatória mais rigorosa têm colocado em dúvida a capacidade da Shein de manter o mesmo ritmo de expansão dos últimos anos.
A varejista também sofreu impacto após os Estados Unidos encerrarem a isenção de impostos sobre pequenas encomendas importadas. A companhia registrou prejuízo trimestral de US$ 99 milhões, além de um encargo de US$ 328 milhões relacionado a uma mudança contábil envolvendo ações preferenciais conversíveis e resgatáveis.
Caso a operação avance nos termos previstos, o IPO marcará uma nova etapa para uma empresa que construiu sua expansão global vendendo roupas de baixo custo para consumidores em cerca de 160 países, mas que agora chega ao mercado de capitais com uma avaliação bem mais modesta do que a alcançada no auge do crescimento privado.
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