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Ri Happy pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827 mi

Da redação
19 de outubro de 2026
Pedido ocorre 48 dias após aquisição pela BluSun Capital Partners. Rede afirma que lojas e canais digitais seguem operando normalmente

A Ri Happy, uma das principais redes de varejo de brinquedos do Brasil, protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. A iniciativa foi apresentada no domingo (18), menos de dois meses após a aquisição integral da companhia pela BluSun Capital Partners, anunciada em 31 de agosto. O grupo também controla a rede PBKids.

O processo faz parte de um plano de reestruturação financeira e operacional. Segundo a companhia, a proposta já conta com adesão expressiva de credores, embora as condições da negociação não tenham sido detalhadas. A recuperação extrajudicial permite que empresas negociem diretamente com credores um plano para reorganizar suas obrigações financeiras, sem necessariamente envolver todos os credores.

A mudança de controle marcou o retorno de Héctor Núñez à presidência da varejista. Desde a aquisição, a companhia iniciou ajustes nas equipes corporativas, revisão de custos e preparação para uma mudança de sede. O objetivo é melhorar a eficiência operacional, preservar a liquidez e reequilibrar a estrutura de capital. Os valores da transação com a BluSun não foram divulgados.

Em comunicado, a Ri Happy atribuiu as dificuldades financeiras a uma combinação de fatores, incluindo juros elevados, mudanças nos hábitos de consumo, intensificação da concorrência e efeitos acumulados da pandemia. A empresa não detalhou a contribuição de cada fator para o endividamento.

Apesar da renegociação, a companhia afirma que as lojas físicas e os canais digitais continuam funcionando normalmente. A rede também mantém os preparativos para a Black Friday e o Natal, períodos importantes para o comércio de brinquedos. A reestruturação busca garantir a continuidade das operações enquanto a nova gestão trabalha na reorganização financeira do grupo.

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