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Quatro em cada dez CEOs ainda não sabem quem assumirá sua posição

Da redação
27 de setembro de 2026
Falta de sucessores expõe desafio da liderança nas empresas brasileiras

Um estudo inédito realizado pela EXEC em parceria com a GPTW revela que a sucessão continua sendo um dos principais desafios da alta liderança brasileira. Segundo o levantamento, 41% dos CEOs afirmam não ter um sucessor preparado para assumir o cargo, enquanto apenas 16,1% dizem contar com um executivo pronto para ocupar a posição em caso de saída.

Os dados mostram que a formação de novas lideranças ainda é uma lacuna relevante nas empresas. A maioria dos CEOs está nas faixas etárias de 40 a 49 anos (35%) e de 50 a 59 anos (36,9%), o que, combinado com a baixa preparação de sucessores, pode aumentar a concentração de decisões e conhecimento nas lideranças atuais.

A pesquisa também destaca o impacto da inteligência artificial no ambiente corporativo. Para 76,9% dos CEOs, a tecnologia já está transformando a forma de liderar. No entanto, quase 30% apontam a falta de gestores qualificados para conduzir a adoção da IA nos negócios, indicando que o desafio está cada vez menos relacionado à tecnologia e mais à capacitação das lideranças.

Em relação ao cenário econômico, 61,8% dos CEOs enxergam os próximos três anos com incerteza. Ainda assim, 34,6% mantêm uma visão otimista, enquanto apenas 3,7% se declaram pessimistas. O estudo sugere que, diante de um ambiente externo mais imprevisível, as empresas estão concentradas em fortalecer competências internas, especialmente em liderança, gestão de pessoas e sustentabilidade.

O levantamento mostra ainda que a aposentadoria não está nos planos da maior parte dos executivos. Quase um em cada cinco CEOs (19,3%) afirma não ter intenção de parar de trabalhar, e uma parcela relevante pretende permanecer em atividade até depois dos 70 anos.

Na esfera pessoal, os CEOs relatam um equilíbrio relativamente positivo entre vida profissional e pessoal. Mais de 60% atribuíram notas altas para sua qualidade de vida, e a maioria consegue tirar férias regularmente. Apesar disso, 53,5% admitem não conseguir se desconectar totalmente do trabalho durante os períodos de descanso.

O perfil demográfico apontado pela pesquisa mostra predominância masculina na presidência das empresas, com 78,8% dos cargos ocupados por homens. Entre as mulheres que chegaram ao topo da gestão, o nível de qualificação é superior: 73,9% possuem pós-graduação ou MBA, contra 60,8% dos homens.

Por fim, visão estratégica e inteligência emocional aparecem como as competências mais valorizadas pelos CEOs para a liderança atual. Já em relação aos colaboradores, os executivos priorizam entrega de resultados, alinhamento aos valores da empresa e resiliência como características essenciais para o desempenho profissional.

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