Capital será destinado à expansão internacional e ao desenvolvimento de tecnologia para eventos, esportes e cultura
A Fever anunciou uma rodada de investimento de US$ 250 milhões para ampliar sua presença global e acelerar o desenvolvimento de tecnologia voltada ao setor de cultura e entretenimento ao vivo.
Segundo a empresa, trata-se da maior captação já registrada por uma companhia de tecnologia do segmento. A rodada foi liderada pela EQT e teve participação da Point72 Private Investments, da Baillie Gifford e de investidores que já faziam parte da base acionária.
O novo capital chega após um período de expansão da plataforma. Nos últimos três anos, a Fever afirma ter mais que triplicado sua receita, mantido EBITDA positivo e aumentado a presença na América do Norte e na Ásia.
Hoje, a companhia opera em 55 países e mantém parcerias com nomes como Fórmula 1, Palácio de Versalhes, Primavera Sound, FC Barcelona, Atlético de Madrid, Netflix e Warner Bros.
Fórmula 1 entra no portfólio
Entre os acordos mais recentes está a parceria com a Fórmula 1.
Pelo contrato, válido até 2031, a Fever passa a atuar como fornecedora oficial da categoria, com tecnologia de bilheteria e distribuição internacional de ingressos, hospitalidade e pacotes do Paddock Club.
A empresa também deverá participar da otimização da experiência dos torcedores nos Grandes Prêmios do calendário mundial.
Brasil ganha peso na estratégia
No mercado brasileiro, a Fever já atua na operação de bilheteria de grandes eventos.
A empresa é fornecedora oficial de ingressos da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que recebeu 760 mil visitantes em 2026, e também operou a bilheteria do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que voltou ao calendário em 2025 após sete anos e reuniu 516 mil pessoas.
Além da tecnologia de venda de ingressos, a companhia também desenvolve e produz experiências próprias no país.
O principal exemplo é o Candlelight, série de concertos realizados à luz de velas, presente em 49 cidades brasileiras. O portfólio inclui ainda atrações como “Titanic: Uma Viagem Imersiva”, “A Mente de um Serial Killer”, Water Lantern Festival, Dopamine Land e DroneArt Show.
Para onde vai o dinheiro
A Fever pretende usar os recursos para avançar em três frentes principais: expansão para novos mercados, entrada em outras categorias de entretenimento e aumento dos investimentos em tecnologia para parceiros.
A empresa desenvolve ferramentas voltadas a promotores, casas de espetáculo, equipes esportivas, museus, artistas e instituições culturais, com foco em análise de demanda, venda de ingressos e expansão de formatos para diferentes mercados.
Cofundada pelos espanhóis Ignacio Bachiller, Francisco Hein e Alexandre Pérez (imagem), a Fever tenta se posicionar como uma infraestrutura tecnológica para o setor de entretenimento presencial, combinando bilheteria, distribuição, dados e produção própria de experiências.
Gostou do conteúdo? Inscreva-se e receba a newsletter de MONEY REPORT
