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Temores por fraude e corrupção afetam 95% das empresas brasileiras

Estudo abrangeu 1,1 mil tomadores de decisões, entre CEOs e diretores jurídicos, financeiros de compliance

Especialista em gestão de riscos, a consultoria Kroll divulgou os resultados de seu Relatório Global, indicando que as empresas no Brasil sofrem impactos significativos com fraudes e atividades ilícitas, apesar de investirem em ferramentas de análise e contenção. A avaliação dos controles internos é favorável, com 78% dos entrevistados afirmando que os instrumentos antissuborno de suas organizações são eficazes para prevenir e detectar atividades de alto risco – acima da média global (74%). A maioria dos entrevistados no país (83%) disse que sua organização usa a análise de dados para detectar proativamente o suborno e o risco de corrupção. Entretanto, apesar da percepção otimista, o efeito da fraude permanece impressionante: 95% dos entrevistados reconheceram impactos significativos de fraude.

O estudo abrange 1.130 tomadores de decisões sobre estratégia de risco, entre eles CEOs e diretores das áreas jurídica, de compliance e financeira. De acordo com a maioria dos entrevistados (82% globalmente), suas empresas foram significativamente afetadas por fraudes, corrupção, atividades ilícitas, lavagem de dinheiro e outras ocorrências graves de conduta indevida.

Enquanto 90% dos entrevistados no setor de transporte, lazer e turismo relatou que sua organização tinha sido significativamente afetada por má conduta grave, apenas 65% das organizações deste setor tinham conduzido uma investigação interna nos últimos três anos. Os setores mais suscetíveis ao procedimento se dividem entre bancos, tecnologia e indústria.

A diretora-geral da Kroll para a América Latina, Fernanda Barroso, considera que é necessário reforçar a fiscalização por parte das empresas. “Os tipos de fraudes evoluíram na pandemia, tendo em vista a mudança abrupta na forma de trabalho e no acesso a redes corporativas. Foi necessário um amadurecimento forçado e acelerado no framework de gestão de riscos para que pudéssemos nos adequar ao momento, mas ainda insuficiente, pois as perdas com fraudes continuam expressivas”, afirmou.

Entre as empresas que realizaram investigação interna, 98% contaram com ajuda externa, sendo que os consultores mais solicitados pertenciam às áreas de computação forense/eDiscovery (55%), seguidos por empresas de investigação (47%). Quase quatro em cada cinco entrevistados (79%) disseram que o custo dos serviços de investigação tinha aumentado nos últimos três anos, particularmente em empresas com o maior volume de receita. Das empresas pesquisadas com receitas acima de US$ 15 bilhões, 49% acreditam que o custo de investigações internas aumentou significativamente – quase o dobro da média global (26%).

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