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OpenAI escolhe Brasil para abrir primeiro escritório das Américas fora dos EUA

Da redação
18 de agosto de 2026
País é o terceiro maior mercado do ChatGPT em usuários ativos e ganha peso na estratégia global da companhia

A OpenAI escolheu o Brasil para instalar seu primeiro escritório nas Américas fora dos Estados Unidos. A decisão acompanha o avanço acelerado do uso do ChatGPT no país, que já se tornou o terceiro maior mercado da plataforma no mundo em número de usuários ativos.

Segundo dados divulgados pela companhia, brasileiros enviam cerca de 215 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT. A operação voltada a grandes empresas também cresceu cinco vezes no país no último ano.

O peso brasileiro aparece ainda entre desenvolvedores. O país ocupa a segunda posição mundial em número de profissionais que utilizam a API da OpenAI e é o principal mercado latino-americano do Codex, ferramenta de inteligência artificial voltada à programação.

A expansão física vem acompanhada de parcerias em diferentes setores. No ensino superior, estudantes e professores do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) terão acesso às ferramentas da empresa. A OpenAI também financia pesquisas do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).

Na saúde, a companhia avalia, em parceria com o Hospital das Clínicas da USP, aplicações de inteligência artificial na gestão de dados do Sistema Único de Saúde (SUS).

De bancos à administração pública

A estratégia brasileira inclui também acordos com empresas e órgãos públicos. A OpenAI assinou uma carta de intenções com a Prodam, empresa de tecnologia da Prefeitura de São Paulo, para estimular o uso responsável de IA na administração municipal.

No setor privado, a startup Enter pretende utilizar a tecnologia para capacitação de advogados, enquanto o programa Estímulo terá iniciativas destinadas a pequenos empreendedores. O Nubank, por sua vez, trabalha no desenvolvimento de um assistente bancário baseado nas ferramentas da companhia.

A presença crescente no país também abre espaço para investimentos de maior escala. Executivos da OpenAI afirmaram estar abertos a discutir a instalação de um data center no Brasil, embora nenhum projeto tenha sido anunciado até o momento.

Durante a apresentação da nova operação, o diretor de estratégia da companhia, Jason Kwon, também abordou eventuais riscos de restrições dos Estados Unidos à oferta de modelos avançados no exterior. Segundo ele, ampliar o acesso global à inteligência artificial permanece alinhado aos interesses das empresas americanas e do próprio governo dos EUA.

A OpenAI informou ainda que utiliza metadados para identificar a origem de imagens produzidas por inteligência artificial e estuda mecanismos adicionais, como listas de bloqueio de determinados nomes, para reduzir riscos de uso indevido e desinformação.


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