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Natura inaugura era dos cosméticos personalizados no Brasil

Da redação
6 de agosto de 2026
Projeto-piloto autorizado pela Anvisa permitirá criar fragrâncias e bases de maquiagem sob medida, produzidas em tempo real, em iniciativa que pode redefinir o mercado de beleza

A Natura iniciou um projeto-piloto para levar ao mercado brasileiro máquinas capazes de produzir fragrâncias e bases de maquiagem personalizadas em tempo real, marcando um novo passo na digitalização da indústria de cosméticos. As iniciativas fazem parte do sandbox regulatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ambiente experimental criado para testar novas tecnologias de forma segura antes de uma eventual regulamentação definitiva.

O projeto é resultado de cerca de cinco anos de trabalho conjunto entre a empresa, a Anvisa e a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Durante um período inicial de um ano, a companhia avaliará indicadores técnicos e a aceitação dos consumidores para validar o modelo de fabricação personalizada diretamente nos pontos de venda.

Na perfumaria, a experiência utiliza inteligência artificial para criar fragrâncias exclusivas a partir das preferências, memórias e sensações informadas pelo consumidor. A tecnologia cruza as respostas com uma biblioteca de 54 acordes olfativos e gera até três opções de perfumes, produzidas e envasadas na hora. Já na maquiagem, uma máquina desenvolvida pela própria Natura faz a leitura do tom e subtom da pele para fabricar bases da linha Natura UNA sob medida em menos de uma hora.

As experiências serão implementadas em etapas. A tecnologia de perfumaria fará sua estreia no FILE Festival, um dos principais eventos de arte e tecnologia do país, enquanto a máquina de maquiagem começará a ser instalada nos próximos meses. Segundo a CMO e head de inovação da Natura e Avon, Tatiana Ponce, a personalização representa uma das maiores transformações da indústria da beleza, impulsionada pela convergência entre ciência, inteligência artificial e novas demandas dos consumidores.

Para a companhia, a iniciativa vai além do lançamento de novos produtos e busca estabelecer as bases para um novo modelo de negócios no setor. Caso os testes sejam bem-sucedidos, a experiência poderá abrir caminho para a expansão da hiperpersonalização para outras categorias, como skincare e bem-estar, consolidando a produção sob demanda como uma das principais tendências da indústria de beleza.

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