Oito processos foram abertos em diferentes estados americanos
A Meta está enfrentando um novo conjunto de processos que acusam a empresa de tornar deliberadamente o Facebook e o Instagram viciantes para os jovens, com o objetivo de lucrar. O escritório de advocacia Beasley Allen Law, que entrou com os oito processos contra a empresa na última semana, afirma que os usuários foram levados a se automutilar e/ou desenvolveram distúrbios alimentares e de insônia após o uso excessivo das plataformas. Os processos foram abertos em diferentes estados dos Estados Unidos: Colorado, Delaware, Flórida, Geórgia, Illinois, Missouri, Tennessee e Texas.
“Os réus sabiam que os produtos e serviços relacionados eram perigosos para crianças e adolescentes, que são jovens e impressionáveis, mas desconsideraram completamente suas próprias informações”, alega o advogado Andy Birchfield, em comunicado.
Deturpação psicologica e física
O processo indica que a Meta não avisa seus usuários sobre “os perigos do vício, privação de sono e uso problemático da(s) plataforma(s)”. A ação também alega que a empresa “deturpou a segurança, a utilidade e as propriedades não viciantes de seus produtos”.
O conjunto de ações segue a revelação feita no final do ano passado de que a Meta sabia há anos que suas plataformas poderiam prejudicar a saúde psicológica e física de jovens usuários. As informações foram divulgadas no chamado Facebook Papers, uma coleção de documentos internos que a denunciante Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook, vazou para a mídia. Os documentos incluíam uma apresentação interna do Facebook de 2019, que admitia: “Nós pioramos os problemas de imagem corporal para uma em cada três meninas adolescentes”.
Desde o vazamento dos documentos, a Meta tem sofrido vários processos. Um porta-voz da empresa disse que suas plataformas agora têm recursos que permitem aos pais monitorar o uso dos apps por seus filhos, além de enviar notificações que lembram os usuários de fazer uma pausa em seus aplicativos.
