Varejista alega que os irmãos Leandro e Thiago Ramos articulavam a criação de uma empresa concorrente
Fundado pelos irmãos Leandro e Thiago Ramos e comprado pelo Magazine Luiza por R$ 3,5 bilhões, o e-commerce de informática Kabum passa por uma fase conturbada. No primeiro ato, a transação bilionária foi parar nos tribunais, após a dupla alegar que o banco Itaú favoreceu a varejista na assessoria da venda. No mais recente episódio, as articulações dos irmãos resultaram no desligamento de ambos por justa causa.
Thiago e Leandro Ramos tiveram seus contratos com o Magalu suspensos por 30 dias antes da decisão de encerrá-los. Os dois eram contratados em regime CLT na varejista. A demissão se deu, sobretudo, porque os fundadores do Kabum trabalhavam na criação uma nova empresa, que seria concorrente do Magalu.
Os irmãos negam o movimento interno na varejista. Eles moveram uma ação trabalhista, acusando a empresa de demissão por justa causa “imotivada”. Se isso for comprovado, o Magalu terá que fazer uma série de pagamentos aos fundadores do Kabum, como multas rescisórias, bônus e danos morais. Na ação trabalhista, os advogados dos irmãos afirmam que a demissão foi uma retaliação.
