Resultado de uma maiores operadoras de telefonia do país no segundo trimestre frustrou projeções do mercado
A Telefônica Brasil, que opera no país com a marca Vivo, teve queda de 44,6% no lucro líquido do segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2021, impactada por custos maiores que minimizaram resultados da divisão de telefonia móvel.
A empresa teve lucro líquido de R$ 746 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente foi de R$ 4,58 bilhões.
O montante frustrou as projeções de casas como Bank of America, Santander e XP Investimentos, que acreditavam que a companhia poderia apresentar lucro líquido de R$ 877 milhões, R$ 1,1 bilhão e R$ 998 milhões, respectivamente. Por outro lado, a Telefônica Brasil surpreendeu positivamente os analistas do BTG Pactual, que calculavam ganho líquido menor, de R$ 685 milhões.
No segundo trimestre, os custos recorrentes da empresa subiram 12,9% no período, na comparação anual, uma taxa superior à da receita líquida, que avançou 11,1%. A própria empresa ressaltou, inclusive, que os custos recorrentes cresceram mais que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, que teve alta de 11,9% nos 12 meses encerrados em junho, o último mês do segundo trimestre, ao apontar a inflação como um dos vilões para o aumento dos custos.
