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JHSF apresenta metas, investimentos e riscos climáticos em relatório inédito

Lucas Andrade
2 de outubro de 2026

A JHSF publicou voluntariamente seu primeiro Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade, referente a 2025, tornando-se uma das oito empresas brasileiras a adotar antecipadamente as normas CBPS 01 e CBPS 02. A companhia também é a primeira entre os setores em que atua a divulgar um relatório nesse formato, alinhado aos padrões internacionais IFRS S1 e IFRS S2, do International Sustainability Standards Board (ISSB).

O documento integra riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas à estratégia, à gestão e ao planejamento financeiro da empresa. A análise considera diferentes horizontes temporais, incluindo 2026, 2030 e 2050, avaliando riscos físicos, riscos de transição e oportunidades ligadas ao clima.

“A JHSF está entre as oito empresas brasileiras que voluntariamente adotaram a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade e é a primeira companhia, entre os setores em que atua, a publicar um relatório nesse formato. Essa iniciativa reforça a importância que damos à evolução da nossa governança e à integração dos riscos e oportunidades relacionados às mudanças do clima à estratégia e às decisões do negócio. A expansão da JHSF nos últimos anos vem acompanhada do compromisso com uma performance cada vez mais sustentável, e seguimos avançando com consistência no mapeamento, na gestão e na valoração dos impactos relacionados às mudanças do clima, mantendo nossa visão de crescimento e investimentos em novos ativos e expansões”, destaca Augusto Martins, CEO da JHSF.

Entre os riscos de transição identificados estão possíveis aumentos nos custos de energia elétrica e combustíveis fósseis, enquanto os riscos físicos incluem danos à infraestrutura e interrupções operacionais provocadas por eventos climáticos extremos. Em 2025, 35,6% dos ativos e atividades avaliados apresentavam exposição a esse tipo de risco. Segundo a companhia, mecanismos de mitigação já implementados reduzem a exposição econômica em patamares estimados entre 80% e 94%.

O estudo também apontou oportunidades relacionadas à eficiência energética e hídrica, ampliação do uso de fontes renováveis, valorização de ativos e desenvolvimento de soluções ligadas à aviação executiva sustentável. De acordo com a avaliação, todos os ativos operacionais analisados apresentam potencial de captura de benefícios associados a pelo menos uma oportunidade climática.

Ao longo de 2025, a JHSF investiu cerca de R$ 2,7 milhões em iniciativas voltadas à eficiência, segurança hídrica, gestão de carbono, infraestrutura e energia renovável. Entre os projetos, está a modernização das torres de resfriamento do Shopping Cidade Jardim, com investimento aproximado de R$ 900 mil.

No campo operacional, a companhia alcançou redução de 17,6% na intensidade do consumo de eletricidade, superando a meta de 10% estabelecida para o período. No São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, a intensidade das emissões de gases de efeito estufa dos Escopos 1 e 2 caiu 85,6%, resultado que supera com antecedência a meta de redução de 37,8% prevista para 2030.

A empresa também avançou na adoção de energia renovável. Em 2025, o programa Sustenta cobria 65% dos ativos elegíveis, com meta de atingir 100% até 2030. Além disso, desde 2024, todos os colaboradores diretos, de analistas a diretores, possuem metas de sustentabilidade vinculadas à remuneração variável, sendo que os pilares ambiental e climático, social e de governança representam 15% dos objetivos considerados nesse modelo.

Com a publicação do relatório, a JHSF amplia a transparência sobre os impactos financeiros associados às mudanças climáticas e reforça a integração da agenda de sustentabilidade à sua estratégia de crescimento e expansão dos negócios.

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