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Itaúsa aumenta participação na Alpargatas e reforça estratégia de longo prazo

Da redação
11 de agosto de 2026
Holding investiu R$ 97 milhões desde o fim de 2025 e passou a deter 30,62% da companhia dona da Havaianas

A Itaúsa ampliou sua participação na Alpargatas, dona da marca Havaianas, para 30,62% do capital da companhia. Desde o quarto trimestre de 2025, a holding investiu R$ 97 milhões na aquisição de ações. O movimento faz parte da estratégia de alocação de capital da Itaúsa, que afirma manter foco na geração de valor aos acionistas no longo prazo.

A ampliação da fatia ocorre em um momento de melhora dos resultados da Alpargatas. No primeiro semestre deste ano, a companhia apresentou crescimento de receita, Ebitda e lucro, impulsionada pelo aumento do volume vendido e por um mix de produtos mais favorável no Brasil. As operações internacionais também apresentaram evolução no período.

A Alpargatas é uma das principais investidas não financeiras da Itaúsa, segmento que ganhou relevância no portfólio da holding. No primeiro semestre, o resultado recorrente dessas empresas avançou 32% na comparação anual, desempenho que, segundo a companhia, demonstra a qualidade e a resiliência da carteira de investimentos.

Além da Alpargatas, a Itaúsa ampliou sua exposição à infraestrutura. Em julho, aprovou um aporte de R$ 732 milhões em um aumento de capital da Aegea, elevando sua participação na companhia de saneamento para 14,01%. A operação integra uma estratégia de diversificação do portfólio, que também inclui Dexco, Motiva, Copa Energia e NTS.

A movimentação ocorre em paralelo à manutenção de uma posição financeira considerada confortável pela holding. Ao fim de junho, a Itaúsa tinha R$ 2,2 bilhões em caixa e dívida líquida de R$ 1,2 bilhão, sem vencimentos de principal previstos até 2028. No período de 12 meses encerrado em junho, o retorno total ao acionista da companhia foi de 39,2%, acima dos 23,9% registrados pelo Ibovespa.

Os resultados divulgados nesta terça-feira (11) pela Itaúsa constam em relatório referente ao primeiro semestre de 2026, no qual a companhia reportou lucro líquido recorrente recorde de R$ 8,8 bilhões, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2025. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recorrente ficou em 19,3%, avanço de 1,5 ponto percentual em um ano.

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