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Heineken coloca consumo responsável no centro da estratégia de crescimento

Da redação
24 de setembro de 2026
Nova meta global da companhia prevê expansão de cervejas sem álcool, investimentos em eficiência hídrica e energética e fortalecimento da cadeia de valor até 2030

O Grupo Heineken entrou em uma nova etapa de sua estratégia de crescimento com a sustentabilidade mais integrada à operação. O plano global “Heineken Brinda um Mundo Melhor”, atualizado com metas para 2030, combina expansão do portfólio, consumo responsável, eficiência operacional e fortalecimento da cadeia de valor, com iniciativas que já estão em execução no Brasil.

Uma das principais frentes está na mudança dos hábitos de consumo. A companhia pretende aumentar em 25% o volume de seu portfólio de produtos com baixo teor alcoólico e sem álcool e destinar 15% dos investimentos de mídia da marca Heineken para a Heineken 0.0. A empresa também estabeleceu a meta de que a versão sem álcool tenha 50% da visibilidade da marca Heineken nos principais patrocínios globais.

A estratégia acompanha a expansão de uma categoria que passou a ocupar espaço relevante na indústria de bebidas: produtos que permitem ocasiões de consumo sem álcool. Segundo a companhia, a intenção é ampliar as alternativas disponíveis ao consumidor e tornar a moderação parte do lifestyle.

No Brasil, a agenda também está ligada a investimentos industriais e de infraestrutura. Entre os projetos estão o aporte de até R$ 460 milhões em uma unidade de bioenergia em Jacareí (SP), a modernização de infraestrutura e eficiência hídrica em Alexânia (GO) e a construção da nova cervejaria de Passos (MG), projetada de acordo com os padrões de sustentabilidade do grupo.

A água é outra frente estratégica. Até 2030, a Heineken pretende reduzir o consumo médio para 2,4 hectolitros de água por hectolitro de cerveja produzida em regiões de estresse hídrico e para 2,6 hectolitros globalmente. No Brasil, a cervejaria de Itu (SP) e projetos na bacia do Ribeirão Bocaina, em Minas Gerais, estão entre as iniciativas associadas à meta.

A companhia também pretende ampliar a atuação sobre sua cadeia de valor. Globalmente, a meta é apoiar mais de 300 mil pessoas em comunidades e na cadeia de valor até 2030. No Brasil, o Instituto Heineken já impactou mais de 50 mil pessoas desde 2022, com projetos voltados a jovens, catadores de materiais recicláveis e ambulantes.

“O que estamos discutindo é como prosperar no longo prazo. Isso significa considerar os recursos naturais, a evolução das expectativas e necessidades da sociedade, as mudanças nos hábitos de consumo e o fortalecimento das comunidades e das cadeias de valor que fazem parte do nosso ecossistema”, afirma Rafael Rizzi, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Heineken Brasil.

Além dos compromissos ambientais e sociais, a estratégia estabelece uma conexão mais direta entre sustentabilidade e resiliência do negócio. A lógica é reduzir a exposição a riscos relacionados a recursos naturais, mudanças climáticas e transformações no comportamento do consumidor, ao mesmo tempo em que cria novas oportunidades para o portfólio e para a operação.

No Brasil, a Heineken também estruturou o Heineken Spin, ecossistema de negócios de impacto que reúne iniciativas relacionadas a circularidade, agricultura regenerativa, energia renovável e marcas de impacto. A companhia informou que a nova estratégia deve orientar decisões de negócio e investimentos ao longo dos próximos anos.

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