PATROCINADORES

Grupo Dass acelera operação no Paraguai para elevar margens e ganhar competitividade

Rodrigo Dias
21 de maio de 2026
Fabricante de calçados e roupas esportivas para marcas como Nike e Adidas amplia presença no país vizinho em meio à busca por custos menores, incentivos fiscais e uma plataforma regional de exportação

O Grupo Dass, uma das maiores fabricantes de artigos esportivos da América Latina, está ampliando sua operação industrial no Paraguai como parte de uma estratégia para aumentar margens e tornar sua estrutura produtiva mais competitiva. A companhia, responsável pela fabricação de produtos para marcas como Nike, Adidas, Fila e Umbro, iniciou operações em uma nova planta em Mariano Roque Alonso, na região metropolitana de Assunção, apoiada por um investimento estimado em US$ 40 milhões.

O movimento reflete uma tendência crescente entre indústrias da região que buscam reduzir custos operacionais em mercados considerados mais eficientes do ponto de vista tributário e trabalhista. No caso paraguaio, o principal atrativo é o regime de maquila, que oferece benefícios fiscais, menor carga tributária e custos de energia e mão de obra inferiores aos de países vizinhos. A Dass também aposta no Paraguai como uma plataforma exportadora para abastecer Brasil, Argentina e outros mercados sul-americanos.

A expansão no Paraguai ocorre em paralelo à reorganização das operações da empresa na Argentina, onde a companhia vem reduzindo capacidade industrial após o fechamento de uma fábrica em Coronel Suárez e cortes em sua unidade de Misiones. Parte da estrutura produtiva e maquinário está sendo transferida para a nova operação paraguaia, reforçando a centralidade do país na estratégia futura da companhia.

Além do ganho de eficiência, a mudança também evidencia a disputa regional por investimentos industriais no Mercosul. O Paraguai vem se consolidando como destino de empresas brasileiras interessadas em produzir com menor custo e maior previsibilidade econômica. Para a Dass, a nova planta representa não apenas expansão operacional, mas uma tentativa de preservar rentabilidade em um setor pressionado por concorrência internacional, câmbio e desaceleração do consumo em parte da região.

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve