Estudo divulgado pela Stefanini Marketing mostra que o arrependimento por perder uma oferta na Black Friday é mais comum do que o arrependimento após uma compra. Segundo o levantamento, 66% dos consumidores afirmam já ter lamentado deixar uma promoção passar, enquanto apenas 17% relatam arrependimento depois de comprar. O estudo também aponta que 84% da sensação de urgência está ligada à memória de oportunidades perdidas, reforçando o papel do chamado FOMO (fear of missing out) nas decisões de consumo.
De acordo com a pesquisa, experiências anteriores influenciam diretamente o comportamento dos consumidores durante a Black Friday. Quem já perdeu uma oferta considerada vantajosa tende a carregar essa lembrança para futuras compras, o que aumenta a percepção de urgência diante de novas promoções.
“O FOMO da Black Friday não nasce apenas do desejo de comprar. Existe uma memória das oportunidades que ficaram para trás e a vontade de não repetir aquela frustração. O consumidor sente a urgência, mas também procura sinais de que está diante de uma oportunidade que realmente vale a pena”, afirma Guilherme Stefanini, CMO Global do Grupo Stefanini e CEO da Stefanini Marketing.
Apesar da pressão para aproveitar ofertas, o consumidor está mais preparado para avaliar promoções. A pesquisa revela que 56% começam a pesquisar preços até 30 dias antes da Black Friday, percentual que dobrou em comparação a 2021. Além disso, 62% afirmam conseguir identificar com facilidade quais promoções realmente valem a pena.
O levantamento também indica o crescimento do uso de inteligência artificial como ferramenta de apoio à decisão. Entre os entrevistados, 49% pretendem utilizar IA para comparar preços, 47% para verificar se uma promoção é legítima e 42% para checar a confiabilidade das lojas. Em muitos casos, a tecnologia é usada em uma etapa avançada da jornada de compra: 66% dos consumidores chegam às plataformas de IA já sabendo exatamente qual produto, marca e modelo desejam adquirir.
“O consumidor não deixou de ter medo de perder uma boa oferta. A diferença é que está mais preparado para descobrir quando ela não é tão boa assim. Para as marcas, criar urgência pode chamar a atenção, mas a promoção precisa se sustentar quando o consumidor começa a pesquisar”, destaca Guilherme.
A pesquisa está em sua sexta edição e foi conduzida pela Gauge, Ecglobal e W3haus, empresas da Stefanini Marketing. O estudo combina diferentes metodologias, incluindo painel quantitativo com 1.000 respondentes, entrevistas em profundidade, análise de prompts e simulações de respostas de inteligência artificial.
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