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Fini usa Halloween para ampliar presença da marca no mercado de experiências

Rodrigo Dias
27 de outubro de 2026
Parceria com o Grupo Vegas transforma o naming rights em plataforma de conexão com consumidores e reforça o entretenimento como estratégia de marketing

A disputa pela atenção do consumidor tem levado marcas a buscar espaços além da publicidade tradicional. Em vez de se limitar à exposição de produtos, empresas têm investido em experiências que associam seus nomes a momentos de lazer, interação e consumo. É nesse contexto que a Fini, conhecida por suas balas de gelatina e regaliz, amplia sua presença no mercado de entretenimento ao assumir, pelo segundo ano consecutivo, uma parceria com o Grupo Vegas para o Halloween do Edifício Rolim, em São Paulo.

A iniciativa, batizada de “Rolim Extremo por Fini”, ilustra uma estratégia de marketing baseada na participação da marca na construção de experiências. O projeto reúne teatro imersivo, atividades sensoriais e gastronomia em uma jornada de duas horas, realizada entre 29 de outubro e 1º de novembro. Ao associar sua identidade a uma experiência temática, a Fini busca estabelecer uma conexão com o público em um ambiente de descontração, ampliando os pontos de contato com os consumidores.

O movimento também acompanha a transformação do Halloween em uma oportunidade comercial para empresas de diferentes segmentos. A data permite explorar campanhas sazonais, ativações presenciais e novas ocasiões de consumo, especialmente em categorias ligadas a doces e entretenimento. Para marcas como a Fini, participar da criação dessas experiências pode ajudar a fortalecer a associação com a ocasião e a ampliar sua presença para além dos canais tradicionais de venda.

Na avaliação de Ana Trolezi, head de marketing do Grupo Vegas, o valor da parceria está na construção conjunta do projeto, e não apenas na exposição da marca. “Mais interessante do que dividir um naming rights é encontrar uma marca que compartilhe a visão do projeto e entenda que também pode fazer parte da construção dele. Com a Fini, a conversa vai muito além da exposição de marca”, afirma.

O caso reflete uma tendência do marketing de experiências: transformar patrocínios em plataformas de interação, nas quais o consumidor não apenas vê uma marca, mas participa de uma atividade associada a ela. Para as empresas, o desafio é converter esse contato em lembrança de marca, afinidade e novas oportunidades de negócio, em um cenário no qual a diferenciação depende cada vez mais da capacidade de oferecer experiências relevantes.

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