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Exame: fundo de infraestrutura Kinea quer distribuir dividendos mensalmente

Cotistas do KD IF11 deverão decidir se a entrega de dividendos seguirá semestral ou se dinheiro será creditado a cada 30 dias

Os investidores que construíram sua estratégia de portfólio baseada em dividendos já sabem, de cor e salteado, que a distribuição dos lucros acontece semestralmente. A gestora Kinea quer mudar essa lógica – pelo menos no fundo de infraestrutura da casa, o KDIF11. Por meio de uma votação, os cerca de 8.500 investidores do fundo poderão decidir se os dividendos serão distribuídos no quinto dia útil de todos os meses.

Aymar Almeida, gestor da Kinea e responsável pelo fundo KDIF11

Em entrevista ao especialista em fundos imobiliários e professor da EXAME Academy, Arthur Vieira de Moraes, Aymar Almeida, gestor da Kinea e responsável pelo KDIF11, explicou que a proposta será votada até o dia 20 de setembro, e que, na mesma assembleia, também será decidido se o fundo poderá ser acessado por investidores do varejo – hoje, por ser um Fundo de Direitos Creditórios (FIDIC), somente investidores qualificados têm acesso ao produto da Kinea. “A proposta é pagar não só o juro real, mas também a inflação (medida pelo IPCA). Nosso cotista terá direito a receber o rendimento nominal do mês anterior, que será creditado no quinto dia útil do mês seguinte”, explica Almeida.

Atualmente, a gestora reinveste a fatia de rendimento referente ao IPCA e distribui apenas o juro real (o prêmio contratado em cada uma das 24 debêntures detidas pelo KDIF11). Se aprovada, a mudança permitirá a distribuição integral do lucro diretamente para o cotista, que terá a opção de reinvestir parte do dinheiro no fundo.

“Vamos fazer a conta pro investidor e explicar: ‘olha, se você quiser preservar o seu poder de compra, essa fatia, que é referente ao ganho com o IPCA, precisa ser reinvestida’. É um exercício que requer disciplina, mas dá para fazer”, diz o gestor da Kinea.

Além de explicar a possível reestruturação do KDIF11, Almeida ainda falou da crise hídrica, que pode mexer com o cálculo de risco de alguns dos papéis contidos no portfólio. Atualmente, a maior parte do patrimônio de 2,7 bilhões de reais detido pelo fundo está concentrada em debêntures incentivadas de empresas de geração e transmissão de energia.

Embora mantenha o risco hídrico no radar, o gestor explica que as chances de um racionamento ainda estão abaixo de 10%, e que o Brasil só deve ter problemas de fornecimento de energia caso chova menos do que 40% da média histórica no próximo período úmido, que começa em novembro.

“Por volta e 50% do fundo é de papéis de empresas de transmissão de energia. A receita dessas companhias não é influenciada pelo volume e preço da energia entregue. São contratos de disponibilidade firmados por 30 anos e corrigido pelo IPCA. Mesmo em um cenário de racionamento, o sistema elétrico deve pagar as transmissoras, porque elas estão disponíveis”, explica Almeida.

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Por Bianca Alvarenga

Publicado em: cutt.ly/OWNq1CB

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