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Exame: Antes do Itaú, Chucri Zaidan tinha Claro como maior inquilina. Quais empresas estão na avenida?

Da redação
22 de setembro de 2026
Cinco dos maiores ocupantes somam 119 mil metros quadrados; chegada do Itaú adicionará outros 91,4 mil metros quadrados ao polo corporativo

A chegada do Itaú a 91,4 mil metros quadrados do Esther Towers, empreendimento da Eztec na Chucri Zaidan, colocou a região no centro das atenções do mercado de escritórios de São Paulo. Mas o banco encontrará por lá uma vizinhança que já reúne algumas das maiores empresas do país. Claro, Vivo, Fleury, Mapfre e Enel ocupam, juntas, cerca de 119 mil metros quadrados na região.

A maior delas em área ocupada é a Claro, com 42 mil metros quadrados. A Vivo aparece em seguida, com 22 mil metros quadrados, praticamente empatada com o Fleury, que ocupa 21 mil metros quadrados. Completam a lista a Mapfre, com 19 mil metros quadrados, e a Enel, com 15 mil metros quadrados.

A composição ajuda a mostrar que a consolidação da Chucri Zaidan não depende de um único setor. A indústria responde pela maior área ocupada, com 225 mil metros quadrados, enquanto empresas de tecnologia da informação e telecomunicações somam outros 145 mil metros quadrados.

O setor financeiro, que ganhará ainda mais peso com a chegada do Itaú, aparece com 113 mil metros quadrados. Serviços respondem por 102 mil metros quadrados e saúde, por 70 mil metros quadrados.

Veja abaixo as empresas que ocupam a avenida Chucri Zaidan:

Claro Brasil — Claro Corporate I / Claro Corporate II / Quota Corporate — 41.568,10 m²
Vivo — Chucri Zaidan / Morumbi Corporate – Golden Tower — 22.256,50 m²
Fleury — Rochaverá Corporate Towers – Torre B (Marble Tower) — 21.465,11 m²
Mapfre —WT Morumbi – Ala A — 18.546,41 m²
Grupo Enel — Parque da Cidade Corporate – Torre B1 – Aroeira — 14.588,14 m²
Samsung — Morumbi Corporate – Diamond Tower / Morumbi Corporate – Golden Tower — 14.409,00 m²
Banco Votorantim — Rochaverá Corporate Towers – Torre A (Ebony Tower) — 13.177,37 m²
WeWork — WT Morumbi – Ala A / WT Morumbi – Ala B — 13.128,49 m²
Regus — EZ Towers – Torre B / Rochaverá Corporate Towers – Torre B (Marble Tower) / Torre Z — 12.662,62 m²
Honda Brasil — Sede Administrativa da Honda — 12.400,00 m²

Historicamente, a região teve uma ocupação mais associada a empresas industriais, de telecomunicações e serviços. A chegada do Itaú adiciona uma das maiores presenças do setor financeiro já vistas no endereço e reforça uma mudança no perfil da Chucri Zaidan.

Ao todo, o mercado de escritórios de alto padrão da Chucri Zaidan soma 832 mil metros quadrados distribuídos por 35 empreendimentos, segundo levantamento da Binswanger Brazil. O estoque cresceu no segundo trimestre de 2026, com a entrega de mais 14 mil metros quadrados de novos espaços.

A entrada de novos empreendimentos, porém, não provocou aumento da vacância. A taxa caiu de 14,4% no primeiro trimestre para 13,5% no segundo trimestre. O movimento foi acompanhado por uma absorção líquida de 21 mil metros quadrados, volume suficiente para absorver o novo estoque entregue no período.

O efeito Itaú

O cenário de melhora na ocupação ganhou um novo capítulo com o anúncio da locação do Esther Towers pelo Itaú, uma das maiores operações corporativas já registradas no mercado paulistano.

Sozinha, a área contratada pelo banco supera a soma dos cinco maiores ocupantes atuais da região e equivale a mais de quatro vezes a média das maiores locações individuais recentes da cidade.

Com a ocupação integral do complexo, a vacância dos edifícios de padrões A e A+ da Chucri Zaidan, que já vinha em trajetória de queda, deve recuar de 13,5% para aproximadamente 12%, segundo a Binswanger.

O contraste mostra a relevância da operação: caso o empreendimento entrasse no mercado sem ocupante, a vacância da região poderia subir para cerca de 22%, também segundo cálculos da consultoria.

Para a Binswanger, a chegada de um ocupante do porte do Itaú reforça a transformação da via. De uma alternativa mais barata à Faria Lima, a Chucri Zaidan passa a disputar espaço como polo corporativo próprio.

“Uma consolidação que supere a locação do Esther Towers pelo Itaú, em único complexo, não é replicável. A Torre Santander que pode vir a ser desocupada tem 72 mil metros quadrados, e há somente o ASA na Rebouças, de 57 mil metros quadrados, como projeto grande em desenvolvimento”, diz Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger Brazil.

A dimensão do contrato do Itaú fica mais clara quando comparada às maiores locações recentes do mercado paulistano. Segundo levantamento da Binswanger, a área ocupada pelo banco no Esther Towers supera em mais de quatro vezes a média das principais operações individuais registradas recentemente.

Segundo levantamento da Binswanger Brazil, a maior locação recente de escritórios em São Paulo é a do Itaú no Esther Towers, com 91,4 mil metros quadrados. Na sequência aparece o Nubank, que ocupou 50 mil metros quadrados nos empreendimentos Cyrela Oscar Freire e Capote 210.

A Amazon aparece em terceiro lugar, com 39,2 mil metros quadrados no Biosquare. Entre as demais grandes operações estão a Casas Bahia, com 16,5 mil metros quadrados no Edifício Centenário; a Uber, com 15,9 mil metros quadrados no JK Square; a Wise, com 14,1 mil metros quadrados no River South; a Claro, com 11,2 mil metros quadrados na própria Chucri Zaidan; e a Braskem, com 8,9 mil metros quadrados no Alto das Nações.

Na capital paulista, a absorção líquida média por trimestre tem sido de aproximadamente 90 mil metros quadrados, segundo a Binswanger. Isso significa que a área contratada pelo Itaú sozinha é equivalente à movimentação líquida de todo o mercado em um trimestre médio.

Esther Towers reforça nova fase da Chucri Zaidan

O Esther Towers representa uma nova escala para a região. O empreendimento possui duas torres corporativas de padrão Triple A, com 26 pavimentos, 33 elevadores com chamada antecipada e um heliponto integrado entre os edifícios.

Uma das torres já possui habite-se, enquanto a segunda será entregue no primeiro trimestre de 2027.

O contrato do Itaú envolve aproximadamente 91,4 mil metros quadrados de área locável, com prazo inicial de dez anos e possibilidade de extensão por outros cinco.

Segundo comunicado da Eztec, a operação deve gerar aproximadamente R$ 1,17 bilhão em receitas de locação nos primeiros dez anos, considerando os valores atuais, com reajuste anual pelo IPCA.

O contrato representa um aluguel médio próximo de R$ 107 por metro quadrado ao mês, de acordo com cálculo do BTG Pactual.

O Itaú ocupará o complexo de forma escalonada conforme as torres forem entregues. A operação envolve quase 10 mil posições de trabalho e faz parte do plano de investimentos em infraestrutura do banco para a evolução gradual do modelo híbrido.

Em nota, o banco afirmou que a escolha do empreendimento levou em conta critérios operacionais, infraestrutura e necessidades futuras, com foco em ambientes que favoreçam colaboração e integração entre equipes.

Com a chegada do Itaú, a Chucri Zaidan reforça uma transformação iniciada nos últimos anos: de uma região vista como alternativa de custo para empresas que deixavam a Faria Lima, para um polo corporativo capaz de atrair grandes ocupantes por conta própria.

Quanto espaço o Itaú alugou no Esther Towers?

O Itaú alugou aproximadamente 91,4 mil metros quadrados de área locável no Esther Towers, segundo levantamento da Binswanger Brazil. A ocupação ocorrerá de forma escalonada conforme as duas torres forem entregues.

Qual será o impacto do Itaú na vacância da Chucri Zaidan?

A locação deve reduzir a vacância dos edifícios A e A+ da Chucri Zaidan de 13,5% para aproximadamente 12%, segundo a Binswanger Brazil. Sem um ocupante, a entrada do Esther Towers poderia elevar a taxa para cerca de 22%, de acordo com a consultoria.

Quais são as maiores empresas instaladas na Chucri Zaidan?

Claro, Vivo, Fleury, Mapfre e Enel ocupam juntas cerca de 119 mil metros quadrados na região. A Claro lidera entre as cinco, com aproximadamente 42 mil metros quadrados.

Quanto vale o contrato do Itaú com a Eztec?

A operação deve gerar cerca de R$ 1,17 bilhão em receitas de locação nos primeiros dez anos, segundo comunicado da Eztec, com reajuste anual pelo IPCA. O aluguel médio equivale a aproximadamente R$ 107 por metro quadrado ao mês, de acordo com cálculo do BTG Pactual.

Como é o Esther Towers?

O Esther Towers possui duas torres corporativas Triple A, com 26 pavimentos, 33 elevadores com chamada antecipada e um heliponto integrado. Uma torre já possui habite-se, enquanto a segunda tem entrega prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Por que o Itaú escolheu o Esther Towers?

O Itaú afirmou que considerou critérios operacionais, infraestrutura e necessidades futuras. Segundo o banco, os espaços devem favorecer a colaboração e a integração entre equipes, dentro do plano de evolução gradual do modelo híbrido.


Por Letícia Furlan

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