Protótipo acionou pela primeira vez a hélice traseira no ar, iniciando a transição entre a decolagem vertical e o deslocamento horizontal
A Eve Air Mobility realizou o primeiro voo de transição parcial de seu eVTOL, etapa considerada uma das mais complexas no desenvolvimento de aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical.
O teste marcou a primeira ativação, ainda no ar, da hélice traseira responsável por impulsionar a aeronave durante o voo horizontal. Até então, o protótipo vinha concentrando os ensaios na sustentação proporcionada pelos rotores verticais.
Durante o voo, realizado em Melbourne, na Flórida, a aeronave manteve velocidade estabilizada de 27 nós, aproximadamente 50 km/h, e alcançou 30 nós, cerca de 55 km/h. A hélice traseira operou a até 1.200 rotações por minuto.
O ensaio durou três minutos e nove segundos, percorreu aproximadamente 1,5 quilômetro e chegou a uma altitude de 27 metros.
A transição é um ponto central dos projetos de eVTOL porque exige a integração entre dois modos de operação. A aeronave precisa deixar gradualmente de depender dos rotores verticais e passar a usar as asas e a propulsão traseira para avançar, mantendo estabilidade e controle durante a mudança.
Segundo a Eve, os dados coletados serão usados para ampliar o chamado envelope de voo, conjunto de velocidades, altitudes e condições em que o protótipo pode operar com segurança.
Nas próximas semanas, a empresa pretende aumentar gradualmente a velocidade dos testes e realizar novos voos com a hélice traseira acionada. Também estão previstos ensaios dos sistemas de comunicação por rádio em velocidades de até 50 nós, equivalentes a cerca de 92 km/h.
A Eve é ligada à Embraer e desenvolve, além da aeronave elétrica, serviços de suporte e soluções de gerenciamento de tráfego voltadas à mobilidade aérea urbana.
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