Subsidiária da Embraer concluiu etapa de voos pairados e de baixa velocidade do eVTOL, com 59 testes bem-sucedidos
A Eve, subsidiária da Embraer (EMBJ3), concluiu a etapa de voos pairados e de baixa velocidade da campanha de ensaios de seu protótipo de engenharia de eVTOL, aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical conhecida popularmente como “carro voador”.
Segundo a companhia, foram realizados 59 voos bem-sucedidos, com 2 horas, 27 minutos e 33 segundos acumulados. A fase teve como objetivo validar sistemas de controle, cargas estruturais, aeropropulsão e comportamento da aeronave em baixa velocidade.
Durante os ensaios, o protótipo apresentou desempenho estável em voo pairado e em manobras progressivamente mais complexas. A equipe também avaliou efeitos do fluxo descendente gerado pelos rotores, comportamento térmico e modelo de propulsão.
A etapa incluiu testes abaixo de 15 nós, o equivalente a 27,78 km/h. Com o avanço da campanha, as operações chegaram a cerca de 20 nós, ou 37,04 km/h, com manobras simultâneas nos quatro eixos de controle. O objetivo foi ampliar a validação dos modelos aerodinâmicos e de cargas.
Entre os marcos da fase estão a execução de mais de 100 pontos de ensaio em voo, as primeiras demonstrações do pouso automático e do modo simplificado fly-by-wire, sistema secundário acionado quando o modo principal não está disponível.
A aeronave também atingiu 215 pés de altitude em relação ao solo, cerca de 65,5 metros, e permaneceu em voo por 3 minutos e 48 segundos. Segundo a Eve, os níveis de ruído ficaram dentro das expectativas, enquanto o desempenho dos sistemas de propulsão e das baterias superou as projeções iniciais.
“A conclusão desta etapa reflete a disciplina por trás da nossa estratégia de ensaios em voo”, afirmou Johann Bordais, CEO da Eve. Segundo ele, os 59 voos confirmaram desempenho estável e comportamento previsível dos sistemas de controle, além de ampliar o entendimento sobre cargas estruturais, aerodinâmica, propulsão e gerenciamento de energia.
Com a fase concluída, a Eve deve realizar nas próximas semanas ensaios em solo em preparação para os voos de transição, previstos para começar no segundo semestre de 2026. Essa etapa é considerada essencial para avançar do voo sustentado pelos rotores para o voo sustentado pelas asas, conhecido como wingborne flight.
