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Estandes ganham novo peso na disputa das marcas pela atenção do público

Lorena Scavone Giron
23 de setembro de 2026
De feiras corporativas ao Rock in Rio, ativações combinam tecnologia, conteúdo e experiência para transformar presença física em relacionamento e negócio

Em um evento com dezenas de marcas disputando o mesmo público, estar presente já deixou de ser suficiente. Telões, iluminação, som, interatividade e conteúdo passaram a ocupar um papel cada vez mais estratégico na tentativa de fazer o consumidor parar, participar e, principalmente, lembrar.

O movimento aparece tanto em feiras de negócios quanto em grandes festivais. No Rock in Rio 2026, por exemplo, o Grupo Pleno atuou em 20 espaços, entre estandes e áreas VIP, para marcas e instituições como Vale, Seara, Seara Gourmet, CIF, Estácio e Prefeitura do Rio. A operação movimentou cerca de R$ 1 milhão durante o evento.

Mais do que estruturas de exposição, esses espaços passaram a funcionar como uma espécie de mídia física das empresas.

“O estande deixou de ser apenas o lugar onde a empresa apresenta seus produtos. Ele se tornou uma mídia da marca e um espaço para gerar atenção, relacionamento e negócios”, afirma Leonardo Ferreira, sócio e fundador do Grupo Pleno.


Tecnologia sozinha não resolve

A transformação trouxe uma espécie de corrida tecnológica para dentro dos eventos. Telas de LED, totens interativos, tablets, iluminação cênica, sonorização e conteúdos digitais são cada vez mais integrados às ativações.

Mas tamanho e quantidade de equipamentos, sozinhos, não garantem atenção.

“Não basta instalar uma grande tela dentro de um estande. As pessoas precisam entender a proposta daquele espaço e sentir vontade de participar”, diz Ferreira. Segundo ele, a tecnologia funciona melhor quando está subordinada a uma ideia criativa e a uma experiência clara para o visitante.

Essa mudança também aumenta a complexidade das operações. Em uma única montagem no Distrito Anhembi, em São Paulo, o Grupo Pleno afirma ter mobilizado 30 toneladas de equipamentos e 12 caminhões, além de 500 placas de LED, 268 pontos de iluminação e 65 pontos de sonorização.

Em outro evento corporativo, voltado ao setor de recursos humanos, a estrutura reuniu mais de 250 notebooks, além de tablets, celulares, câmeras de segurança e equipamentos de som, luz e gravação.


Do estande ao conteúdo compartilhável

A lógica por trás desses investimentos também mudou. Uma ativação já não termina necessariamente quando o visitante deixa o espaço.

Ambientes instagramáveis, experiências interativas e ações capazes de gerar conteúdo nas redes ampliam o alcance para além do público presencial. Assim, o mesmo estande pode funcionar como ponto de venda, ferramenta de relacionamento, cenário para conteúdo e instrumento de coleta de dados.

É justamente essa soma que ajuda a explicar por que as ativações ficaram mais sofisticadas — e mais caras.

No fim, a disputa dentro de uma feira ou festival deixou de ser apenas por metragem, localização ou estrutura. O desafio agora é transformar alguns minutos de atenção em lembrança de marca, compartilhamento e, quando possível, negócio.

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