Fabricante lucrou R$ 1,08 bilhão no segundo trimestre e viu carteira de encomendas chegar a US$ 34,5 bilhões, maior nível da história
A Embraer encerrou o segundo trimestre com uma combinação que ajuda a explicar a melhora dos resultados: mais entregas, demanda firme por jatos e serviços e uma carteira de pedidos em nível recorde.
Entre abril e junho, a fabricante registrou lucro de R$ 1,08 bilhão, alta de 141,5% sobre o mesmo período de 2025. Em bases ajustadas, o resultado foi de R$ 1,11 bilhão, avanço de 25%.
A receita chegou a R$ 11,3 bilhões, crescimento de 10,3% na comparação anual. O Ebitda ajustado somou R$ 1,81 bilhão, com margem de 16%, acima dos 13,5% registrados um ano antes.
O destaque, porém, está na carteira de pedidos. O volume atingiu US$ 34,5 bilhões, maior patamar já registrado pela companhia e 16% acima do observado no segundo trimestre de 2025. Na divisão de Defesa, o avanço foi de 42%; na Aviação Comercial, de 15%.
A Embraer entregou 65 aeronaves no trimestre, ante 61 no mesmo período do ano passado. Foram 20 jatos comerciais e 45 executivos, segmento que apresentou crescimento de 18% nas entregas.
O desempenho também levou a empresa a revisar para cima parte das projeções para 2026. A expectativa para a margem Ebit ajustada passou para uma faixa entre 10% e 10,6%, ante 8,7% a 9,3% anteriormente.
A projeção de fluxo de caixa livre ajustado também dobrou, de pelo menos US$ 200 milhões para US$ 400 milhões ou mais.
As metas de entregas foram mantidas: entre 80 e 85 aeronaves comerciais e de 160 a 170 jatos executivos no ano. A receita continua projetada entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões.
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