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Efeito de restrições às bets começa a aparecer no radar do Assaí

Da redação
15 de outubro de 2026

Relatório divulgado pelo BTG Pactual após reunião com a administração do Assaí aponta que o ambiente de consumo segue desafiador no terceiro trimestre de 2026, mas já apresenta sinais iniciais de melhora para os próximos meses. Segundo a companhia, a pressão sobre o orçamento das famílias ainda afeta o desempenho das vendas, especialmente em categorias não essenciais, embora a maior parte do processo de migração para produtos mais baratos já tenha ocorrido.

De acordo com o documento, o Assaí identificou indícios de recuperação em cidades do interior e em bairros de menor renda. A empresa avalia que restrições mais rígidas às apostas online podem contribuir para direcionar uma parcela maior da renda familiar para gastos básicos, como alimentação, beneficiando o setor supermercadista.

Outro destaque é a estratégia de ampliar receitas sem depender de uma nova onda de expansão de lojas. Entre as iniciativas citadas estão o avanço das operações de farmácia, a ampliação do portfólio de marcas próprias, oportunidades em postos de combustíveis e a inclusão de novas categorias de produtos para aumentar o ticket médio e a rentabilidade da estrutura já existente.

A companhia também reforçou que a redução do endividamento continua sendo prioridade. Ao mesmo tempo, a administração vê espaço para futuras oportunidades de crescimento, incluindo a retomada gradual da abertura de unidades e a expansão de serviços financeiros voltados aos clientes. Atualmente, a penetração do cartão próprio da rede ainda é considerada baixa em comparação com os padrões do setor.

Na avaliação do BTG Pactual, o Assaí permanece entre as empresas mais expostas a uma eventual melhora do cenário macroeconômico brasileiro. O banco destaca que uma recuperação do poder de compra das famílias, aliada à continuidade do processo de desalavancagem e a novas fontes de receita, pode impulsionar os resultados nos próximos anos.

Com base nessa perspectiva, o banco revisou suas projeções e elevou o preço-alvo da ação para R$ 16 até o fim de 2027, reiterando recomendação de compra para os papéis da varejista.

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