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EDGE amplia presença no Brasil com centro de defesa cibernética

Da redação
26 de agosto de 2026
Primeiro hub do gênero na América Latina reunirá governo, indústria e academia para desenvolver capacidades soberanas de cibersegurança

O EDGE Group, conglomerado de defesa e tecnologia avançada dos Emirados Árabes Unidos, vai ampliar sua presença no Brasil com a criação, em parceria com o Exército Brasileiro, do primeiro Centro de Excelência em Defesa Cibernética (COE) da América Latina estruturado para reunir governo, indústria e academia. A nova instituição terá investimentos diretos dos dois parceiros e será voltada ao desenvolvimento de tecnologias, formação de profissionais e resposta a ameaças digitais envolvendo as Forças Armadas e órgãos federais.

Na prática, o centro funcionará como uma estrutura permanente para elevar a capacidade brasileira de enfrentar ataques cibernéticos e reduzir a dependência externa em uma área considerada estratégica para a segurança nacional. Entre as atividades previstas estão resposta a incidentes e perícia digital, treinamento e certificação de profissionais, pesquisa e desenvolvimento, consultoria especializada e realização de exercícios nacionais e internacionais.

A estrutura seguirá referências como o Cooperative Cyber Defence Centre of Excellence (CCDCOE), ligado à OTAN, que reúne especialistas de governos, Forças Armadas, empresas e universidades para pesquisa, treinamento e exercícios de defesa digital.

O acordo também aprofunda um movimento de expansão da EDGE no mercado brasileiro. O grupo adquiriu 50% da fabricante de sistemas de defesa SIATT em 2023 e, desde então, ampliou sua estrutura em São José dos Campos (SP), onde a empresa inaugurou uma unidade de 6 mil metros quadrados com laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e linhas de produção. Em julho deste ano, a EDGE anunciou ainda um acordo para comprar 100% da brasileira AKAER, especializada em engenharia aeroespacial, operação que ainda depende de aprovações regulatórias.

A entrada mais direta em defesa cibernética adiciona uma nova frente a essa estratégia, até agora concentrada principalmente em sistemas militares, mísseis, radares e engenharia aeroespacial. Para o Brasil, o impacto pode ir além das Forças Armadas: o Comando de Defesa Cibernética já atua na integração de capacidades relacionadas à proteção do espaço digital, enquanto a Escola Nacional de Defesa Cibernética também capacita militares e civis ligados aos Três Poderes e a órgãos de segurança pública.

Com o novo centro, a expectativa é ampliar essa estrutura e transformar o país em um polo regional de desenvolvimento de tecnologia e conhecimento em ciberdefesa.

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