Programa combina autonomia para equipes de negócios e criação de algoritmos próprios para ampliar a eficiência operacional e aplicar inteligência artificial à medicina diagnóstica
A Dasa mobilizou 2 mil colaboradores em seu programa de inteligência artificial (IA), que combina treinamento interno, desenvolvimento de agentes digitais pelas próprias equipes e criação de algoritmos voltados à medicina diagnóstica. Lançada formalmente neste mês, a iniciativa tem a meta de alcançar 3,5 mil funcionários até o fim de 2026 e já formou 210 multiplicadores internos.
O programa está estruturado em três frentes. A primeira capacita os funcionários para utilizar ferramentas de IA generativa nas atividades cotidianas, com foco em produtividade e uso seguro de modelos de linguagem (LLMs). A segunda permite que áreas como gestão, recursos humanos e operações desenvolvam agentes digitais sem necessidade de programação. Mais de 60 soluções já foram criadas nesse modelo, entre elas a assistente MarlA, voltada ao apoio à gestão, e ferramentas para análise de engajamento e planos de carreira.
A terceira frente concentra o desenvolvimento de algoritmos proprietários de maior complexidade, com aplicações diretas na medicina diagnóstica. O pipeline reúne 14 soluções de alto impacto, das quais oito estão em desenvolvimento, quatro em planejamento e duas em sustentação. Mais de 60% dos projetos utilizam IA generativa. Entre as aplicações estão sistemas para detectar falhas operacionais, reconhecer prescrições médicas por meio de tecnologia óptica e identificar achados relevantes em laudos.
“Há tempos a inteligência artificial na Dasa deixou de ser uma agenda experimental para ser um dos motores da nossa eficiência operacional e transformação cultural”, afirma Anaterra Oliveira, CIO da companhia. Segundo a executiva, a combinação de ferramentas que aumentam a produtividade no cotidiano com algoritmos direcionados ao negócio principal permite acelerar a geração de valor de forma escalável e segura.
A iniciativa também conta com uma estrutura de governança para acompanhar riscos corporativos, contratos e conformidade jurídica. Ao todo, 17 projetos foram qualificados para ações relacionadas à mitigação de riscos, auditoria de contratos e compliance. A área de ESG acompanha o programa com foco no uso ético e seguro dos dados.
Para a Dasa, o modelo permite atender a diferentes necessidades dentro da companhia, desde a automação de tarefas administrativas até o desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas à atividade médica. A expectativa é ampliar o uso da inteligência artificial nas operações e incorporar a tecnologia à rotina de diferentes áreas do negócio.
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