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Concessões de aeroportos transformam setor em 15 anos

Da redação
4 de abril de 2026
Avanço da iniciativa privada tornou a infraestrutura aeroportuária mais competitiva e conectada ao padrão global

O programa de concessões de aeroportos federais, iniciado em 2011, mudou radicalmente a infraestrutura aeroportuária brasileira. De um projeto experimental em Natal (RN), evoluiu para um dos maiores processos de reestruturação logística do país, atraindo operadores globais e redesenhando o papel da Infraero. As informações são da coluna Todos a Bordo, no UOL.

A primeira experiência ocorreu com o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, construído do zero para substituir o antigo Augusto Severo. Logo depois, em 2012, vieram Guarulhos, Viracopos e Brasília, consolidando a entrada da iniciativa privada na gestão dos grandes hubs nacionais. Em 2013, Galeão e Confins ampliaram o alcance do programa, seguidos em 2017 por Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre, em um momento de forte interesse internacional e disputa acirrada nos leilões.

A partir de 2019, o modelo passou a ser organizado em blocos, combinando terminais de maior rentabilidade com outros de menor apelo comercial. Essa estratégia garantiu investimentos em toda a rede e foi mantida nas rodadas seguintes, em 2021 e 2022, reforçando a presença de grandes operadores estrangeiros. Nesse processo, a Infraero perdeu protagonismo, restando apenas o Santos Dumont entre os aeroportos mais rentáveis sob sua administração.

Nem todos os contratos iniciais se mostraram sustentáveis. São Gonçalo do Amarante foi devolvido pela Inframérica e relicitado em 2023, passando para a Zurich Airport. Viracopos, em recuperação judicial desde 2018, ainda aguarda definição, enquanto Brasília deve ser novamente leiloado em 2026, junto com outros dez terminais regionais.

O Galeão também enfrentou dificuldades, agravadas pela pandemia e pela concentração de voos no Santos Dumont, e foi transferido agora para a espanhola Aena, que já administra Congonhas.

Em 15 anos, o programa de concessões modernizou a infraestrutura e também redefiniu a lógica de operação dos principais aeroportos do país, tornando o setor mais competitivo e conectado ao padrão global.

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