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Cisco se volta às exigências de IA e cibersegurança

Reestruturação inclui troca de pessoal e investimentos pesados em soluções e inovação, com U$ 28 bilhões em big data e fundo de US$ 1 bilhão para startups

Aprimorar sistemas e combater possíveis ameaças são as premissas que fizeram a Cisco Systems conquistar e manter um espaço importante no mercado, obtendo com softwares 60% da sua receita global de US$ 56 bilhões no ano fiscal de 2023 – alta de 7%. Neste ano, a empresa completa 30 anos na América Latina e Brasil com investimentos e aquisições em cibersegurança, inteligência artificial e a expansão do 5G, o que força uma reestruturação em seus quadros, com demissões e contratações.

No início do mês, o braço global de investimentos da companhia anunciou um fundo de US$ 1 bilhão para reforçar o ecossistema de startups e expandir o desenvolvimento de soluções. Como parte desses recursos, a Cisco fez investimentos estratégicos nas startups Cohere, Mistral AI e Scale AI para reforçar sua capacidade de inovação.

Uma pesquisa da consultoria IDC Global indica que o mercado mundial de IA deverá duplicar de tamanho, atingindo mais de US$ 500 bilhões nos próximos dois anos. As empresas, incluindo a Cisco, querem aproveitar os ganhos com inteligência artificial generativa (GenAI) para melhorar produtos e serviços para clientes e usuários finais.

“As inovações globais atingem diretamente o Brasil. Temos um modelo de vendas indireto, através de parceiros de negócios, que cresce a cada dia. Por conta dessa estratégia, chegamos a patamares pré-pandêmicos”, afirmou o presidente da Cisco do Brasil, Ricardo Mucci (na imagem).

Os resultados da empresa impressionam, apesar do cenário interno desafiador, com o anúncio de demissões de até 5% do quadro de pessoal. Essa reestruturação voltada para IA pesa nos resultados. No segundo trimestre fiscal, o lucro por ação caiu 3% e a receita, 6%. No terceiro trimestre fiscal encerrado em 27 de abril, a companhia registrou uma receita de US$ 12,7 bilhões. Já o lucro foi de US$ 1,9 bilhão. Para o ano fiscal de 2024, a receita pode cair, ficando em US$ 52,5 bilhões, com expectativa de elevação no futuro próximo. “Nos destacamos por ser a melhor operação da América Latina”, comentou Mucci.

Outros feitos da gigante de tecnologia se dividem em:

  • Investimento de US$ 28 bilhões na aquisição da plataforma de big data Splunk;
  • US$ 1 bilhão para reforço do ecossistema de startups e expandir o desenvolvimento de soluções;
  • Apostas estratégicas em inovação por meio das startups Cohere, Mistral AI e Scale AI;

“Nossa meta constante é estabelecer um protocolo de soluções capaz de suportar cargas de IA e proteger a infraestrutura de processamento de dados. Governança, gestão e automação, além do nosso método nos diferencia e ratifica nosso protagonismo no Brasil”, argumentou Mucci.

Perfil

Presidente da Cisco do Brasil, Ricardo Mucci foi responsável pelo segmento de Energia e Oil & Gas, também da Cisco Brasil, de outubro de 2017 a junho de 2021. Com mais de 25 anos de atuação no setor de tecnologia e comunicação, acumula experiência em projetos para governos nas áreas de gestão de saúde pública, segurança, educação e fazenda. Antes da Cisco, foi diretor de vendas para setor público na Oracle e trabalhou também na IBM e Telefonica. Ele é graduado em análise de sistemas pela Universidade Paulista, com MBA pela Fundação Dom Cabral e pós na Kellogg School of Business.

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