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Cimed leva Carmed à Europa como Flavy e quer metade da receita da marca no exterior

Da redação
30 de setembro de 2026
Linha estreia em Portugal com lote de 150 mil unidades e distribuição pela rede Wells; América Latina aparece entre os próximos destinos

A Cimed iniciou a internacionalização de uma de suas marcas mais populares. A Carmed chega a Portugal em outubro com novo nome, Flavy, e inaugura a primeira operação estruturada da farmacêutica brasileira fora do país.

O lançamento começa com um lote de 150 mil unidades e cinco versões do hidratante labial. A distribuição será exclusiva pela Wells, rede portuguesa de saúde, beleza e bem-estar com mais de 300 lojas.

A ambição é alta: a Cimed quer que os mercados internacionais representem 50% do faturamento da marca em até dois anos. Para o primeiro ano em Portugal, a projeção é de cerca de € 1 milhão, aproximadamente R$ 6 milhões.

“Construímos Carmed como uma marca muito forte no Brasil, que se conectou de forma genuína com as novas gerações, e agora queremos levar essa experiência para outros mercados”, afirma Karla Felmanas, vice-presidente da Cimed e head de Carmed e Flavy.

Por que Flavy?

A mudança de nome foi pensada para facilitar a expansão internacional. A identidade visual e os produtos, porém, permanecem próximos aos vendidos no Brasil.

“Há Carmed aqui e haverá Flavy lá. É exatamente a mesma coisa, só que com outro nome”, explica Karla.

Portugal foi escolhido como porta de entrada por reunir proximidade cultural, língua comum e uma comunidade brasileira numerosa. A empresa também identificou, pelas redes sociais, consumidores portugueses e brasileiros residentes no país que já buscavam formas de comprar Carmed.

De 25 mil para 2 milhões por mês

A internacionalização acontece depois de uma transformação expressiva da Carmed no Brasil.

Lançada em 2015, a linha ganhou escala principalmente a partir de 2023, impulsionada por collabs, lançamentos frequentes e forte presença nas redes sociais. Hoje, a Cimed vende cerca de 2 milhões de unidades por mês, e a marca responde por aproximadamente 15% do faturamento da companhia.

A estratégia também transformou o hidratante labial em item colecionável, com dezenas de sabores e parcerias com marcas como Fini, Coca-Cola e outras empresas de consumo.

Segundo Karla, boa parte desse crescimento ocorreu sem grandes verbas de publicidade. “Grande parte do que fizemos aconteceu de forma orgânica nas próprias redes sociais”, afirma.

Depois de Portugal, a América Latina aparece como caminho provável, com mercados como Argentina, Chile, Colômbia e México no radar. A empresa também pretende usar o modelo português como teste para levar outras marcas do portfólio ao exterior.

“Flavy é apenas o começo”, diz Karla.

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