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BYX traz Alex Sander Gonçalves como sócio e avança na diversificação do crédito

Da redação
14 de outubro de 2026

A BYX anunciou a entrada de Alex Sander Gonçalves (imagem), ex-diretor de Produtos e Canais do Varejo do Banco Pan, como sócio e vice-presidente de Crédito, Cobrança e Negócios. O movimento marca uma nova fase da companhia, que busca expandir sua atuação além do crédito consignado e acelerar o crescimento em novas frentes de negócios.

Na nova função, Alex será responsável pelas verticais de veículos, motos, crédito pessoal, consignado para servidores públicos, INSS e trabalhadores CLT, além da área de cobrança. O executivo também passa a integrar o Conselho de Administração da companhia e assumirá a presidência do recém-criado Comitê de Negócios, Riscos e Investimentos.

A expansão faz parte da estratégia da BYX de diversificar seu portfólio de produtos e ampliar suas fontes de receita. A empresa também anunciou a criação de uma vertical de consórcios, que será liderada por Victor Guidotti, cofundador e vice-presidente da companhia. A operação começará em modelo de marketplace, com a distribuição de cotas de diferentes administradoras por meio de sua rede de canais.

Em termos de crescimento, a BYX informa ter originado R$ 961 milhões em crédito em 2025. Para 2026, a expectativa é superar R$ 3 bilhões em originação, mais que triplicando o volume do ano anterior. Para 2027, a projeção é manter um ritmo de expansão superior a 100%, impulsionado tanto pelas operações atuais quanto pelas novas verticais.

“A BYX chegou a uma escala que nos permite dar um passo além do consignado. O próximo ciclo é usar a mesma capacidade de funding, tecnologia, distribuição, risco e operação em novas verticais, com uma estrutura de gestão preparada para esse nível de complexidade”, afirma Fernando Perrelli, CEO e cofundador da BYX.

Segundo a empresa, a estratégia prevê a utilização de uma infraestrutura compartilhada para suportar os novos negócios, mantendo áreas como tecnologia, operações, dados e canais digitais integradas. O objetivo é ampliar a oferta de produtos sem replicar estruturas independentes para cada vertical.

Alex Sander destaca que a companhia reúne ativos relevantes para sustentar esse plano de expansão. “Encontrei na BYX um ecossistema que já reúne ativos importantes para escalar crédito: distribuição, tecnologia, acesso a funding, inteligência de risco e um time com profundo conhecimento do setor. O desafio será transformar essas oportunidades em negócios com escala, rentabilidade e qualidade de carteira”, afirma.

A capacidade de funding também passa a ocupar papel central na estratégia da companhia. Com a entrada em novas modalidades de crédito, a BYX pretende ampliar sua rede de captação de recursos, buscando maior diversificação e previsibilidade para sustentar o crescimento das operações.

A mudança vem acompanhada do reforço da governança corporativa. O Conselho de Administração passará a contar com sete integrantes, sendo quatro sócios-executivos e três conselheiros externos, ainda em definição. A empresa também redesenhou seus comitês internos para dar suporte à nova etapa de expansão.

Atualmente, a BYX monitora cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito colateralizado. A expectativa é encerrar 2027 com mais de R$ 20 bilhões em ativos sob monitoramento, apoiada em sua estrutura de tecnologia, dados e gestão de risco.

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