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Busca por “liderança silenciosa” está em alta

Da redação
26 de abril de 2026
Consultoria observa aumento no pedido das empresas por líderes que seguem a linha mais discreta

O perfil do líder que fala alto e domina o ambiente começa a perder espaço nas organizações. Executivos mais discretos, orientados pela escuta ativa e pela consistência, estão ganhando destaque por sua capacidade de influenciar sem recorrer ao espetáculo.

André Freire, sócio-diretor da EXEC, conta que essa mudança reflete a pressão por performance sustentável, o combate ao burnout, a necessidade de inclusão e a entrada de novas gerações que valorizam propósito e feedback constante.

“As organizações hoje valorizam mais estilos de líderes que reduzem ruído, promovem estabilidade, dão mais autonomia para os colaboradores, acolhem novas visões e sustentam a performance no longo prazo”, afirma.

Freire aponta que, a chamada liderança silenciosa, quando bem aplicada, aumenta retenção, engajamento e inovação, criando ambientes em que ideias emergem sem necessidade de protagonismo. Mas há riscos, conforme ele: o silêncio pode ser confundido com omissão, falta de clareza ou ausência de ambição. Para evitar isso, o líder precisa manter presença estratégica, articular resultados e construir alianças que reforcem sua marca pessoal.

O movimento já se reflete no mercado de recrutamento. O sócio-diretor da EXEC observa que empresas têm solicitado cada vez mais executivos com “discrição estratégica”, capazes de influenciar sem microgestão e de sustentar culturas organizacionais voltadas para propósito e governança. A avaliação, segundo ele, deve se basear em métricas de entrega, referências qualitativas e consistência de comportamento ao longo do tempo.

Para quem deseja adotar esse estilo, o desafio está em equilibrar visibilidade e influência. O líder silencioso precisa saber quando ser vocal, delegar porta-vozes e manter uma narrativa clara. Consistência entre palavra e ação, escuta ativa, comunicação de objetivos e construção de redes de confiança são pilares essenciais. A tendência, conclui Freire, é que a valorização da discrição estratégica persista, mesmo em ciclos de mercado que eventualmente demandem líderes mais visíveis.

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