Acordo prevê fundos listados nos dois países para ampliar o acesso de investidores brasileiros a ações chinesas e de chineses ao mercado brasileiro
A BTG Pactual Asset Management e a China Southern Asset Management assinaram um memorando de entendimento para desenvolver ETFs que conectem os mercados de capitais do Brasil e da China.
A proposta prevê uma estrutura de mão dupla. No Brasil, investidores poderão acessar ações chinesas por meio de um fundo listado na B3 e ligado a um ETF administrado pela gestora chinesa. Na China, a ideia é criar um veículo local que invista no BZEQ11, ETF do BTG Pactual que acompanha o índice MSCI Brazil 25/50.
Com isso, investidores chineses poderão ganhar exposição a empresas brasileiras por meio das bolsas de Xangai ou Shenzhen, com negociação em renminbi. Já no Brasil, o novo produto deverá ampliar o acesso a setores relevantes da economia chinesa, como tecnologia, inteligência artificial, semicondutores, manufatura avançada e transição energética.
A iniciativa ainda depende do desenvolvimento e da implementação dos fundos previstos no acordo.
O movimento ocorre em meio à expansão do mercado de ETFs na China. Em 2024, os fundos passivos de ações do país ultrapassaram os fundos de gestão ativa em ativos sob gestão, enquanto o mercado de ETFs alcançou cerca de 6 trilhões de yuans, o equivalente a aproximadamente US$ 850 bilhões.
A China Southern Asset Management administra cerca de US$ 402 bilhões em ativos e possui 132 fundos de índice, dos quais 68 são ETFs. A gestora também já opera estruturas semelhantes de acesso a mercados estrangeiros, incluindo Japão, Singapura e Arábia Saudita.
Do lado brasileiro, a parceria amplia a estratégia internacional da BTG Pactual Asset Management, que administra mais de R$ 690 bilhões e mantém operações em mercados da América Latina, Estados Unidos e Europa.
“Nosso objetivo é oferecer aos clientes acesso às melhores oportunidades de investimento, onde quer que elas estejam”, afirma Rubens Henriques, CEO da BTG Pactual Asset Management.
Segundo o executivo, a parceria busca tanto ampliar a exposição de brasileiros ao mercado chinês quanto abrir um novo canal para a entrada de investidores chineses em ativos brasileiros.
O acordo também ocorre em um momento de aprofundamento das relações econômicas entre Brasil e China e de maior busca dos investidores por diversificação internacional.
Gostou do conteúdo? Inscreva-se e receba a newsletter de MONEY REPORT
