Fundador da Sapore, Daniel Mendez afirma que os desafios são eficiência financeira e serviços saudáveis, sustentáveis e personalizados
Durante o seminário da Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (ABERC), Daniel Mendez, fundador da Sapore e presidente da entidade, citou que o cenário local é mais promissor que no exterior.
Ele citou as aspectos financeiros, lembrando que as taxas de juros nos Estados Unidos e na Europa estão elevadas em relação aos patamares usuais. Ainda que o mesmo ocorra no Brasil, há um crescimento econômico razoável, com projeções de expansão do PIB de 3% em 2023 e de 2,3% para 2024.
Além disso, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos de R$ 1,7 trilhão em nove eixos, incluindo infraestrutura, educação e saúde. Esse investimento deve impulsionar o crescimento do setor de refeições coletivas, que atende a diversos segmentos, como indústrias, hospitais, escolas, universidades e empreiteiras.
Entre os principais desafios do setor, Mendez destacou a necessidade de:
- Sustentabilidade financeira – o setor precisa se tornar mais eficiente e produtivo para enfrentar a alta dos custos;
- Inovação – o setor precisa investir em inovação para atender às novas demandas dos consumidores;
- Novo comportamento dos consumidores – os consumidores estão mais conscientes e exigentes, exigindo produtos e serviços mais saudáveis, sustentáveis e personalizados.
Mendez também destacou a importância da inovação como caminho para o fortalecimento o setor. “Toda inovação tem como propósito melhorar a experiência do cliente, consumidor e a relação com os recursos e as pessoas. Nesse sentido, a inteligência artificial pode ser uma aliada importante, pois permite a criação de novas experiências baseadas em dados, que são mais personalizadas e relevantes para o público-alvo.”
O uso planejado dos recursos naturais também é um pilar importante da inovação, pois contribui para a sustentabilidade e a consciência ambiental. “Uma cadeia produtiva sustentável e consciente, por exemplo, pode reduzir o impacto ambiental dos negócios e, ao mesmo tempo, gerar benefícios econômicos e sociais”
Para o futuro, Mendez acredita que a imprevisibilidade e a incerteza serão ingredientes da inovação. As empresas precisam estar preparadas para a volatilidade e instabilidade do mercado, com ações rápidas e assertivas. Além disso, precisam estar atentas às oportunidades e preferências dos consumidores, oferecendo soluções simples e ágeis com foco no cliente e consumidor. “Cultivar o risco como alavanca para a experimentação. Os erros são oportunidades de aprendizado”, concluiu Mendez,
O que MONEY REPORT publicou
