Rede lança novas linhas voltadas ao consumidor final e ao food service, com previsão de chegar a 200 itens até o fim de 2026
O Assaí Atacadista deu mais um passo em sua estratégia de diversificação e rentabilidade ao anunciar a entrada mais robusta no segmento de marcas próprias, movimento que vem ganhando força no varejo alimentar brasileiro como alternativa para ampliar margens e fidelizar consumidores em um cenário de consumo pressionado. A companhia lançou as marcas Assaí, voltada ao público final, e Assaí Chef, direcionada ao segmento de food service e pequenos empreendedores, além da reformulação da linha Econobom.
A iniciativa começa com cerca de 25 produtos em categorias de alto giro, como arroz, feijão, leite, pães e iogurtes, mas a expectativa é alcançar aproximadamente 200 itens até o fim de 2026. Segundo a empresa, os produtos terão preços até 20% menores em relação às marcas líderes, dependendo da categoria, reforçando a estratégia de oferecer alternativas mais competitivas em meio ao cenário de crédito restrito e endividamento das famílias.
O movimento acompanha uma tendência global ainda pouco explorada no Brasil. De acordo com dados citados pela companhia, as marcas próprias representam cerca de 3% do varejo alimentar brasileiro, enquanto em mercados mais maduros chegam a 20%. Para o Assaí, a baixa penetração abre espaço para capturar participação relevante em um segmento historicamente associado a maior rentabilidade e controle sobre a cadeia de valor.
“O mercado de marcas próprias tem grande potencial no Brasil. Temos amplo espaço para crescimento e para liderar mais uma transformação no setor de atacarejo”, afirmou Loiane Silveira, diretora de Marcas Próprias da companhia. Já Sergio Leite, diretor executivo de Operações e Novos Negócios, destacou que o projeto só se tornou viável após a expansão logística e o ganho de escala obtidos pela empresa nos últimos anos, começando inicialmente pelo estado de São Paulo, principal mercado da rede em número de lojas.
Além do apelo econômico, o Assaí também busca posicionar suas marcas próprias em torno de atributos de qualidade e sustentabilidade. As embalagens serão recicláveis e terão selo Eureciclo, enquanto produtos elegíveis contarão com certificações internacionais como FSC e RSPO. A empresa afirma ainda que toda a cadeia de fornecedores passa por auditorias trabalhistas e segue diretrizes próprias de sustentabilidade estabelecidas em 2025, em linha com a crescente pressão do consumidor e do mercado por práticas de sustentabilidade no varejo.
