O mercado imobiliário de Pinheiros vive duas realidades distintas, mostra levantamento do Grupo Binswanger. No segmento comercial, os preços pedidos por escritórios vêm em trajetória de alta desde 2018. O valor médio por metro quadrado locado passou de R$ 75,00 para R$ 142,78, uma valorização de 90%.
A demanda é puxada por empresas de tecnologia e finanças, que encontram na região infraestrutura de transportes, comércio diversificado e prédios de qualidade a preços mais competitivos do que os da Avenida Faria Lima. O bairro também concentra coworkings e aceleradoras, reforçando seu papel como polo corporativo.
Já no mercado residencial, a dinâmica é diferente. A ampla oferta de imóveis limita a valorização. Em 2025, foram lançadas 3.254 unidades, o maior volume anual da série histórica. O preço médio pedido está em R$ 24,85 mil por metro quadrado, apenas 7% acima do patamar de 2022.
Atualmente, há R$ 590 milhões em Valor Geral de Vendas de estoque pronto, equivalente a 317 apartamentos disponíveis. A mediana para absorção desse estoque é de 7,4 meses, acima dos 3,9 meses registrados em 2022.
Apesar disso, a procura segue firme, sustentada pela localização estratégica e pela proximidade com polos de escritórios como Faria Lima, Rebouças, Paulista e USP.
Esse contraste mostra como Pinheiros se consolidou como destino corporativo em expansão, enquanto no residencial a atratividade garante liquidez, mas sem grandes avanços nos preços.
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