Empresa atribui crise à liquidação do banco pelo BC e diz que decisão abalou reputação e liquidez; dívidas somam R$ 4 bilhões
O Grupo Fictor protocolou neste domingo (1º) um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. A medida, segundo a companhia, busca assegurar compromissos financeiros que chegam a R$ 4 bilhões e criar um ambiente de negociação estruturada com credores, garantindo a continuidade das operações.
De acordo com informações publicadas pelo g1, o grupo solicitou um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios judiciais. Em nota, a Fictor afirmou que pretende quitar as dívidas sem desconto, mas com reorganização de prazos e condições de pagamento.
A empresa relaciona a crise ao consórcio que tentava adquirir o Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro do ano passado. Segundo o grupo, a decisão ocorreu um dia após o anúncio do acordo e teve impacto direto sobre a reputação da companhia no mercado.
“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirmou a empresa no comunicado.
No pedido à Justiça, o Grupo Fictor destacou que a recuperação judicial não inclui subsidiárias, que devem manter rotinas e contratos normalmente. A justificativa, segundo a empresa, é evitar que negócios considerados viáveis sejam impactados por restrições típicas do processo recuperacional.
