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Apartamentos com serviço viram aposta para moradia flexível de alto padrão

Lorena Scavone Giron
6 de junho de 2026
Com demanda por short e long stay, GT Building e HCC Hospitality lançam modelo residencial com gestão profissional, hotelaria integrada e serviços sob demanda em Curitiba

O avanço dos empreendimentos voltados para short e long stay em Curitiba começa a mudar a lógica do mercado imobiliário local. Mais do que unidades compactas destinadas à locação ou ao investimento, cresce a procura por projetos residenciais com operação profissional, serviços integrados e padrão de hospitalidade semelhante ao do setor hoteleiro.

A tendência acompanha um movimento global de aproximação entre moradia, tecnologia, conveniência e hotelaria. Segundo dados da Spherical Insights, o mercado de apartamentos com serviços no Brasil foi estimado em US$ 6,55 bilhões em 2024 e deve chegar a cerca de US$ 19,6 bilhões até 2035, com crescimento médio anual de 10,5%.

É nesse contexto que a GT Building consolida parceria com a HCC Hospitality, responsável pelas marcas Qoya Hotel Curitiba, Curio Collection by Hilton e Bleev, para desenvolver o modelo Suyts by HCC. A proposta é criar uma nova geração de residenciais voltados ao short e long stay de luxo, combinando moradia flexível, gestão profissional e serviços de hotelaria.

“O mercado de compactos amadureceu. Hoje, não basta apenas entregar unidades menores em regiões estratégicas. Existe uma demanda crescente por empreendimentos que já nasçam preparados para uma operação profissional de locação, com serviços, tecnologia e uma experiência de hospitalidade alinhada ao padrão internacional”, afirma Marcello Malucelli Thá, diretor de incorporação da GT Building.

O modelo se diferencia do investimento imobiliário tradicional ao prever uma operação centralizada. A ideia é reduzir problemas comuns na locação de curta e longa duração, como vacância, insegurança, falta de padronização de tarifas e disputa entre diferentes gestores de plataformas dentro do mesmo empreendimento.

A operação ficará sob responsabilidade da HCC Hospitality, empresa com mais de 25 anos de atuação no setor e experiência com marcas internacionais como Hilton, Wyndham e Radisson. A companhia será responsável pela gestão das locações, estratégia comercial, distribuição em plataformas digitais e relacionamento com hóspedes e investidores.

Entre os serviços previstos estão concierge bilíngue, recepção 24 horas, aplicativo para reservas e atendimento, limpeza e arrumação sob demanda, manutenção, segurança com controle de acesso e precificação inteligente das unidades.

“A lógica do mercado imobiliário mudou. O valor de um empreendimento não está apenas na metragem, mas na capacidade de operação, na experiência oferecida e na geração de valor contínuo para moradores, hóspedes e investidores. O imóvel deixa de ser apenas um ativo físico e passa a funcionar como um produto operado profissionalmente”, afirma Elias Rodrigues, CEO da HCC Hospitality.

Além da hotelaria integrada, o modelo inclui serviços pay per use, como limpeza completa, pequenos reparos, manutenção preventiva, spa, massagens, pet care, personal trainer, personal chef, baby sitter e organização de eventos.

Para a GT Building, a expansão desse segmento em Curitiba mostra uma mudança estrutural no mercado urbano. O desempenho desses empreendimentos, segundo a empresa, tende a depender cada vez mais da qualidade da operação após a entrega e da capacidade de oferecer uma experiência completa ao usuário final.

“A consolidação da parceria com a HCC Hospitality representa justamente essa evolução do mercado. Estamos falando de um modelo em que moradia, hospitalidade, investimento e serviços coexistem no mesmo ecossistema, trazendo mais eficiência operacional, valorização patrimonial e uma experiência muito mais completa para o usuário final”, diz Marcello Malucelli Thá.

O avanço dos apartamentos com serviços indica que o mercado de compactos entrou em uma nova fase. Durante anos, a lógica principal foi localização, metragem reduzida e apelo ao investidor interessado em renda. Agora, a diferenciação passa pela operação.

Na prática, o imóvel deixa de ser vendido apenas como unidade autônoma e passa a ser tratado como um produto de hospitalidade. Isso muda a relação entre incorporadora, operador, investidor e usuário. Para quem compra, a promessa é reduzir a complexidade da gestão. Para quem usa, o atrativo está na conveniência de morar ou se hospedar com serviços sob demanda.

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