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6 pontos para uma sucessão funcionar

Lorena Scavone Giron
12 de janeiro de 2026
Especialista alerta que falta de plano para troca de CEOs pode comprometer até 40% das companhias brasileiras até 2030

A sucessão de CEOs é um dos processos mais sensíveis para a continuidade e o crescimento das empresas. Quando conduzida sem planejamento, pode gerar rupturas culturais, perda de desempenho e instabilidade no mercado. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a ausência de um plano sucessório estruturado ameaça a sobrevivência de cerca de 40% das companhias no Brasil até 2030.

Para o CEO da Maxymus Expand, Ycaro Martins, que atua com negócios e expansão de alta performance, o erro mais comum das organizações é tratar a sucessão como uma resposta emergencial, e não como uma estratégia permanente de governança. “Não se trata apenas de substituir um executivo, mas de proteger o futuro do negócio. Empresas que antecipam esse processo atravessam transições de liderança com menos rupturas e maior capacidade de execução”, afirma.

A questão é complexa, possui variáveis que atingem níveis pessoais na relação entre os controladores, mas alguns pontos apresentados por Martins são inescapáveis. Se esse caminho não for trilhado, a sucessão dará errado.

Seis pilares para uma transição bem-sucedida

Alguns fundamentos são decisivos para que a troca de liderança ocorra de forma estruturada, tanto em grandes corporações quanto em empresas familiares:

  • Planejamento antecipado
    A sucessão precisa ser encarada como um processo contínuo. O mapeamento de talentos e a preparação de líderes com anos de antecedência reduzem riscos e evitam decisões precipitadas.
  • Alinhamento com a cultura organizacional
    A escolha do novo CEO vai além da competência técnica. Preservar valores, propósito e visão é essencial para garantir estabilidade durante a transição.
  • Desenvolvimento de lideranças internas
    A formação contínua de líderes, com programas de mentoria e avaliação de desempenho, aumenta a legitimidade do sucessor e reforça o alinhamento estratégico.
  • Governança clara e processos definidos
    Critérios objetivos, regras bem estabelecidas e conselhos atuantes tornam o processo mais transparente e fortalecem a confiança do mercado.
  • Comunicação estratégica
    A forma como a sucessão é comunicada influencia diretamente o clima interno e a percepção externa. Transparência e consistência ajudam a preservar credibilidade junto a colaboradores e investidores.
  • Foco em crescimento e continuidade
    Uma transição bem conduzida não desacelera a empresa. Ao contrário, cria as bases para um novo ciclo de crescimento sustentável, respeitando o legado e apontando para a escala futura.
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