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3tentos acelera aposta em etanol de milho com nova usina no MT

Da redação
20 de maio de 2026
Unidade terá capacidade para processar 2,8 mil toneladas de milho por dia, reforçando expansão dos biocombustíveis no Centro-Oeste e a industrialização da produção agrícola na região

A 3tentos iniciou oficialmente as operações de sua primeira usina de etanol de milho em Porto Alegre do Norte, no Vale do Araguaia (MT), após obter autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O projeto representa um novo passo da companhia na diversificação de receitas e no avanço sobre o mercado de biocombustíveis.

A unidade faz parte do plano de expansão anunciado pela empresa em 2024 e reforça o movimento de crescimento da indústria de etanol de milho no Centro-Oeste, região que vem se consolidando como um dos principais polos do segmento no país.

Com capacidade para processar 2,8 mil toneladas de milho por dia, a planta poderá produzir diariamente 1.275 metros cúbicos de etanol hidratado. A operação também prevê o processamento de sorgo, ampliando a flexibilidade da unidade diante das oscilações do mercado agrícola.

Segundo a companhia, a produção começa imediatamente, com estoques já preparados para a safra de junho. A expectativa é de geração de cerca de 350 empregos diretos e mais de 500 indiretos na região do Vale do Araguaia.

Além do impacto econômico local, o investimento reflete uma estratégia cada vez mais adotada por grupos do agronegócio: agregar valor à produção de grãos por meio da industrialização, reduzindo dependência da exportação de commodities in natura e ampliando margens em cadeias ligadas à energia renovável.

A 3tentos afirmou que a usina utilizará tecnologia baseada em modelos já consolidados nos Estados Unidos e operará continuamente ao longo do ano. A empresa também pretende buscar certificações ligadas ao RenovaBio e à agenda de sustentabilidade.

O avanço da companhia ocorre em um momento de expansão acelerada do etanol de milho no Brasil, impulsionada pela oferta abundante de grãos no Centro-Oeste e pela busca do setor energético por alternativas de menor emissão de carbono.

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