Bloco europeu cobra garantias para torcedores em meio a tensões globais; participação do Irã vira foco de impasse diplomático
A União Europeia elevou o tom contra a Fifa ao cobrar garantias de segurança para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. O comissário europeu para o Esporte, Glenn Micallef, criticou a falta de resposta do presidente da entidade, Gianni Infantino, após solicitar medidas formais de proteção para torcedores europeus.
A preocupação ganhou força diante da escalada de tensões internacionais, especialmente com o envolvimento dos Estados Unidos em conflitos recentes. Segundo Micallef, ainda há falta de clareza sobre os protocolos de segurança para o torneio, que contará com 48 seleções, incluindo 16 europeias.
Além do cenário geopolítico, a presença de agentes de imigração dos EUA no esquema de segurança e a situação de violência em regiões do México também são pontos de alerta. A Fifa afirmou que a segurança é prioridade e disse confiar na atuação conjunta dos países-sede.
O tema se amplia com o impasse envolvendo a seleção do Irã. Após ataques ao território iraniano, a federação do país negocia a transferência de seus jogos da fase de grupos dos Estados Unidos para o México, alegando riscos à segurança da delegação. O time está no Grupo G e tinha partidas previstas em cidades como Los Angeles e Seattle.
Declarações divergentes intensificam a incerteza. Enquanto autoridades iranianas indicam a possibilidade de não disputar jogos em solo americano, a equipe afirma que pretende participar do torneio. Caso o pedido de mudança não seja aceito e o país opte por não atuar nos EUA, a situação pode resultar em uma desistência inédita na história recente da Copa.
A Fifa ainda não tomou uma decisão definitiva sobre o caso. Pelas regras, uma eventual desistência pode gerar multa e abrir espaço para a convocação de uma seleção substituta.
