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Le Freak, no centro: moderno e delicioso

Aluizio Falcão Filho
26 de setembro de 2026

Quando soube da inauguração do Le Freak, no início do ano, me interessei de imediato. Um restaurante com o nome da música mais icônica da era Disco, da banda Chic, teria de ser bom. E é. Um francês com toques alternativos (e criativos) o Le Frak ocupa um espaço muito bem decorado na Galeria Zarvos (com um quê de anos 1960, quando a galeria viveu seu apogeu), na avenida São Luís, exatamente embaixo de um restaurante que marcou décadas em São Paulo, o Paddock.

Peça as três opções que compõem o couvert da casa: porção de azeitonas, patê foie (de fígado de galinha) e um duo de manteigas (versões com ervas e com cebola – a segunda é muito melhor); os pães torrados que acompanham esse trio são muito bons.

Duas entradas valem muito a pena: a casquinha de siri gratinada (imagem) e a tostada, com cebola caramelizada e brie gratinado, com um molho glacê especialíssimo ao fundo do prato. A casquinha agradou muito, mesmo precisando de um tiquinho a mais de sal.

Dois pratos do menu de almoço valem destaque: o prime rib de porco, acompanhado de um creme de espinafre muito aveludado, e o cassoulet. Do menu normal, também destaco duas opções. A primeira é o Steak ao poivre, com molho roti, e a coxa de pato. Mas descarte as batatas fritas que acompanham a carne e troque-as pelas “Freak fries”, que são muito melhores (mais gordinhas, macias por dentro e crocantes por fora, temperadas com ervas).

Entre os drinks, o dry martini é muito bem-feito. Faço apenas um reparo: meu gim favorito, o Bombay Saphire, não é usado pelo bartender. No bid deal: me contentei com o Beefeater. Entre os não alcoólicos, experimente o Ginger Freak. É uma espécie de fresh ginger-ale. Muito bom.

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