Essa não é uma lista de melhores, apenas de favoritos. São cinco pratos de frutos do mar que estão na minha memória afetiva quando bate a vontade de degustar peixes e crustáceos. Alguns fogem do óbvio, outros são a expressão máxima do clichê deste tipo de receita. Cada um provavelmente tem a sua compilação de preferidos. Essa é a minha:
+ ARROZ DE TAMBORIL, LULA E CAMARÕES: atualmente, esse é meu prato favorito do restaurante Bela Sintra. O arroz vem molhadinho e firme, com um molho espetacular. O peixe vem suculento e consistente, com camarões muitíssimo bem grelhados e lulas corretíssimas, nada borrachudas. Você pode escolher com ou sem coentro – eu sempre peço com coentro, em porção generosa.
+ QUENELLE DE POISSONS: é uma espécie de gnocchi de peixes, acompanhado de camarões e cogumelos, em um molho que lembra o de um estrogonofe. Delicioso. Você encontra essa maravilha no Freddy. Trata-se de um prato que está em minha memória afetiva, desde que o conheci no La Casserole, no Largo do Arouche (infelizmente, não está mais no menu).
+ RISOTO DE CAMARÕES: apesar do nome (com apenas um “t”), esse prato é um arroz caldoso de camarões, o meu favorito do Rufino’s. Servido com salsinha, é muito especial. Só não demore muito para comer, pois o arroz vai acabar cozinhando no molho e passando do ponto. Ah, o prato individual dá para duas pessoas. E aquele para duas pessoas dá até para cinco esfomeados.
+ SPAGHETTI TUTTOMARE: essa massa do La Tambouille encanta gerações há anos e leva uma chuvinha de bottarga antes de ser servido, o que confere à receita um sabor todo especial. Os frutos do mar são firmes e bem grelhados, combinando muito bem com o molho de tomate.
+ NORI ROLL (imagem): essa é uma entrada do Cale de Tanit, um enroladinho que leva recheio de atum batido e ovas de salmão no topo. Apesar de ser um restaurante com pegada espanhola, essa receita leva uma forte influência japonesa e é inesquecível.
Aqui vai uma lista que vale para o presente mês, mas talvez tudo mude em novembro. Essa é a beleza da gastronomia: o paladar, em determinadas pessoas, funciona como uma espécie de metamorfose ambulante. Trata-se precisamente do meu caso.
