Material obtido pela PF e revelado pelo Estadão expõe diferentes pontos da relação do ministro do STF com Daniel Vorcaro, do Banco Master
Uma sequência de novos vazamentos relacionados às investigações sobre o liquidado Banco Master colocou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no centro das revelações envolvendo Daniel Vorcaro. Reportagens publicadas nesta terça-feira (1º) pelo Estadão mostram que o magistrado editou um contrato milionário entre o banco e o escritório de sua mulher, foi procurado pelo banqueiro em busca de ajuda diante do avanço das investigações e aparece ainda no contexto da emissão de cartões de crédito para seus filhos.
O episódio mais recente envolve Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, filhos do ministro. De acordo com mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) e reveladas, Vorcaro autorizou, em outubro de 2025, a emissão de cartões do Banco Master para os dois, com limite de R$ 300 mil para cada um. O pedido teria partido de Guilherme Benazzi, administrador do escritório de Viviane Barci de Moraes. Uma funcionária do banco consultou Vorcaro sobre a liberação e recebeu como resposta um “Ok”.
As mensagens se somam às revelações sobre a interlocução direta entre Vorcaro e Moraes às vésperas da primeira prisão do banqueiro. Segundo o Estadão, Vorcaro procurou o ministro em meio ao avanço das apurações da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) e pediu ajuda para conter medidas contra o Master.
Dois dias antes de ser preso, Vorcaro chegou a perguntar ao magistrado se deveria deixar o país: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Parte das respostas de Moraes não foi recuperada, pois as conversas eram realizadas por meio de mensagens de visualização única.
Outro elemento revelado nesta terça envolve o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane, mulher do ministro. Metadados do documento encontrado no celular de Vorcaro mostram que a versão final do acordo foi editada em um perfil do Office 365 identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”. O contrato previa 36 parcelas de R$ 3 milhões líquidos e chegava a aproximadamente R$ 131,3 milhões em valores brutos.
O escritório confirmou que Moraes teve acesso e fez alterações no documento. Segundo a banca, o ministro foi consultado, na condição de marido da sócia-diretora, para verificar eventuais impedimentos legais à contratação pelo Master. O escritório afirmou que, não tendo sido identificado impedimento, o acordo foi assinado e os serviços passaram a ser prestados.
Os novos elementos foram extraídos de materiais apreendidos pela PF nas investigações sobre Vorcaro e ampliam os questionamentos sobre a relação do banqueiro com integrantes do Supremo. As mensagens relacionadas a Moraes foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, relator de procedimentos ligados ao caso Master no STF, que determinou novas providências e pediu manifestação da PGR sobre parte do material.
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Uma resposta
Tudo farinha PODRE do mesmo saco.
Pobre RÉ-publica, cuja credibilidade vai descendo pelo ralo do esgoto!!!(