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O que a PF busca apurar em cada um dos inquéritos contra Lulinha

Da redação
4 de agosto de 2026
Com autorização de Flávio Dino para a abertura de uma terceira investigação, a Polícia Federal amplia apurações sobre suposto tráfico de influência do filho do presidente Lula junto a órgãos do governo e investiga também vazamentos de informações sigilosas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura do terceiro inquérito da Polícia Federal (PF) contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A nova investigação amplia as apurações sobre um suposto esquema de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também determina que a PF investigue o vazamento de informações protegidas por sigilo. Com isso, Lulinha passa a ser alvo de três frentes distintas de investigação, cada uma voltada a um possível episódio de atuação em favor de interesses privados junto ao poder público.

O primeiro inquérito investiga suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações envolvendo o Ministério da Saúde. A Polícia Federal apura se Lulinha teria intermediado interesses de empresas do setor de cannabis medicinal e facilitado o acesso de empresários a integrantes da pasta. A investigação surgiu a partir de elementos reunidos na apuração sobre o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos principais articuladores do esquema.

O segundo inquérito tem como foco a Dataprev. Os investigadores buscam esclarecer se o empresário também atuou para favorecer interesses privados dentro da estatal, utilizando a mesma rede de contatos identificada na primeira investigação. A suspeita é de que o suposto tráfico de influência não tenha se limitado ao Ministério da Saúde, alcançando outros órgãos da administração federal.

Já o terceiro inquérito, autorizado por Dino, pretende aprofundar a investigação sobre possíveis atuações de Lulinha junto a outros órgãos públicos que ainda não haviam sido abrangidos pelas apurações anteriores. A decisão também determina que a PF identifique a origem de vazamentos de documentos sigilosos relacionados aos inquéritos, após a divulgação de informações protegidas por segredo de Justiça.

As três investigações ainda estão em fase inicial e buscam reunir provas para confirmar ou afastar as suspeitas levantadas pela Polícia Federal. Até o momento, não há denúncia apresentada pelo Ministério Público nem condenação contra Lulinha. A defesa do empresário afirma que sua atuação profissional foi lícita e nega qualquer prática de tráfico de influência ou favorecimento indevido.

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