Para o Secovi, movimento é uma retomada da estabilidade, mesmo com a atual taxa de juros
As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo em janeiro somaram 3.566 unidades, segundo pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), obtida com exclusividade pelo Estadão. O resultado é 6,1% superior ao registrado em janeiro de 2021 e 58,6% inferior ao registrado em dezembro de 2021. Já no acumulado de fevereiro de 2021 a janeiro de 2022, foram vendidas 66.296 unidades, volume que representa aumento de 27,3% em relação ao período anterior.
Para Ely Wertheim, presidente executivo do Secovi-SP, os números indicam que o mercado imobiliário se mantém estável. “O crescimento de 6,1% representa uma estabilidade do mercado. É até um pouco surpreendente, se levarmos em consideração que a taxa de juros em janeiro de 2021 era muito menor”, diz.
2022
Em janeiro, foram lançadas 945 unidades residenciais na cidade, quantidade 47,3% menor do que a registrada em janeiro de 2021 e 95,1% menor que a registrada em dezembro de 2021. No acumulado de fevereiro de 2021 a janeiro de 2022, os lançamentos em São Paulo somaram 80.992 unidades, 31,4% superior ao registrado no período anterior, de fevereiro de 2020 a janeiro de 2021.
A cidade encerrou o último mês de janeiro com a oferta de 63.701 unidades disponíveis para venda, quantidade 39,7% acima do volume de janeiro de 2021 e 3,3% abaixo do volume de dezembro do ano passado.
O indicador que apura a porcentagem de vendas em relação ao total de unidades ofertadas atingiu 5,3% em janeiro, ante 6,9% em janeiro de 2021 e 11,6% em dezembro de 2021.
Expectativas
A expectativa do Secovi-SP é que o mercado imobiliário não deve ter grandes altas em 2022. “Neste ano, evidentemente, o cenário é diferente do ano anterior”, afirma Wertheim. “É um cenário mais complexo, porque temos um ano eleitoral, temos a subida da taxa de juros, que vai impactar a economia. E agora também temos o conflito entre Rússia e Ucrânia. Nossa expectativa é de uma manutenção ou ligeira queda do mercado imobiliário para este ano. Não há indicações de que haverá crescimento das vendas, e sim uma estabilidade com um viés de baixa. Mas não deve ser uma baixa significativa”, explica.
