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Um “presente eleitoral”

Da redação
3 de junho de 2026
Integrantes do governo avaliam que Lula ganha bandeiras como a proteção do Pix e o discurso de independência econômica

A coluna da Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, destaca que o governo brasileiro avalia que as ameaças de taxação de produtos nacionais pelos Estados Unidos, anunciadas após a visita de Flávio Bolsonaro a Donald Trump, acabaram funcionando como um “presente eleitoral” para o presidente Lula. Autoridades próximas ao Planalto afirmam que, embora as medidas já estivessem previstas, a associação com o filho de Jair Bolsonaro reforçou a narrativa de defesa da soberania e da economia brasileira.

Monitoramentos de redes sociais mostram que a reação da população foi majoritariamente negativa em relação aos EUA e à família Bolsonaro. Um levantamento da AtivaWeb DataLab apontou que 78% das interações sobre o tema expressaram sentimentos de rejeição, com o termo “traição ao Brasil” ganhando força. Para integrantes do governo, esse cenário fortalece Lula politicamente, ao devolver-lhe bandeiras como a proteção do Pix e o discurso de independência econômica.

Do ponto de vista econômico, a taxação de 25% sobre alguns produtos gera dificuldades, mas não altera a trajetória de curto prazo, marcada por inflação controlada e pleno emprego. Esse contexto, segundo autoridades, ajuda a manter a aprovação de Lula em patamar competitivo e transforma a ofensiva norte-americana em munição política para o governo.

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